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Resultados esperados:
As atividades deste tópico apoiarão os objetivos da Missão Solos e contribuirão para o cumprimento das metas da Estratégia da UE para os Solos até 2030 e para a implementação da Diretiva relativa à Monitorização e Resiliência dos Solos. Além disso, deverão promover melhorias na gestão dos solos e no desempenho ambiental, conforme delineado na Visão para a Agricultura e a Alimentação e na Política Agrícola Comum.
Espera-se que os resultados dos projetos contribuam para todos os seguintes objetivos:
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maior fiabilidade e acessibilidade dos dados sobre a saúde do solo por parte e para laboratórios, gestores de terras, consultores e decisores políticos;
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melhor compreensão, por parte dos gestores de terras, outros profissionais relevantes e decisores políticos, das condições, limitações e incertezas associadas aos dados do solo e aos resultados e ferramentas (por exemplo, conjuntos de dados, indicadores, descritores, metodologias, funções de pedotransferência) desenvolvidos no âmbito de projetos e iniciativas da Missão Solos, entre outros;
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aumento da colaboração e interação entre as partes interessadas, incluindo utilizadores finais, em torno das questões relacionadas com dados de saúde do solo;
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apoio ao desenvolvimento de normas, padrões e quadros de referência, bem como de orientações nacionais e internacionais em matéria de amostragem e monitorização do solo, promovendo boas práticas.
Âmbito:
As avaliações da saúde do solo serão fundamentais na UE, especialmente no contexto de iniciativas como a futura Diretiva relativa à Monitorização e Resiliência dos Solos. Estas avaliações fornecerão dados essenciais para apoiar práticas de gestão adaptativa que otimizem a saúde do solo, reforçando a competitividade e a resiliência.
As análises do solo estão sujeitas a variabilidades decorrentes dos métodos de amostragem, do manuseamento e transporte das amostras, das diferenças nos equipamentos laboratoriais e respetivas calibrações, da ausência de métodos de ensaio normalizados, do erro humano e da variabilidade natural das propriedades do solo. Além disso, os agricultores e gestores de terras, em geral, não dispõem de uma compreensão abrangente dos indicadores de saúde do solo, o que compromete a sua capacidade de interpretar corretamente os resultados das análises e de implementar intervenções eficazes, como o ajustamento das práticas de fertilização ou das rotações culturais. A formação limitada em técnicas adequadas de amostragem e no uso de ferramentas de diagnóstico modernas constitui igualmente um obstáculo à tomada de decisões informadas e à gestão eficaz da saúde do solo. Para colmatar estas lacunas, é essencial implementar protocolos rigorosos e ações de capacitação para o pessoal laboratorial, bem como reforçar as competências de decisão dos agricultores e gestores de terras.
Os dados fiáveis sobre os solos são também cruciais, uma vez que sustentam modelos de previsão de cenários futuros de saúde do solo, apoiam a formulação de políticas baseadas em evidência e melhoram os processos de decisão para uma gestão sustentável da terra.
As propostas deverão:
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organizar atividades de criação de redes e de capacitação para dotar as partes interessadas — sobretudo gestores de terras, técnicos laboratoriais e consultores — de ferramentas práticas e competências que melhorem a qualidade dos dados do solo e a sua interpretação;
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compilar e promover métodos e protocolos (normalizados) de amostragem do solo (momento, profundidade, ferramentas, representatividade, incertezas), de análise do solo (equipamentos, calibrações, intercomparações, incertezas) e de conceção de programas de monitorização da saúde do solo;
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facilitar e promover a integração de dados, conjuntos de dados e bases de dados do solo provenientes de diferentes fontes e métodos, permitindo a combinação de resultados de amostragem direta, sensores proximais e remotos e outras metodologias de ponta;
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identificar e promover ferramentas práticas existentes (e, quando inexistentes, desenvolver novas), como guias ou aplicações digitais, sobre análise e monitorização do solo: indicadores, métodos de amostragem e análise, gestão e análise de dados, interpretação de resultados, entre outros, com base em sólido conhecimento científico e com ênfase em novos métodos e tecnologias;
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realizar atividades, como estudos de caso ou projetos-piloto de plataformas colaborativas, para explorar oportunidades e limitações da partilha de dados do solo (privacidade, fragmentação, falta de normalização e de quadros de referência, direitos de propriedade intelectual, interoperabilidade, políticas de acesso restrito);
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interagir ativamente ou colaborar com organismos de normalização relevantes, estabelecendo canais de comunicação e cooperação para assegurar que as normas desenvolvidas ou aplicadas respondem às necessidades das partes interessadas e estão alinhadas com a regulamentação existente.
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