Secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude destacou os progressos da Madeira na igualdade remuneratória e defendeu a importância de criar condições para que cada mulher possa construir livremente o seu percurso pessoal, familiar e profissional.
A Secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, participou esta sexta-feira, 30 de outubro, nas I Jornadas da Mulher MaMi, promovidas pelo Centro de Desenvolvimento Infantil e Familiar MaMi, no Funchal, numa iniciativa que assinalou também o primeiro aniversário da instituição.
Num encontro dedicado à saúde, ao bem-estar e aos desafios das mulheres na sociedade atual, a governante defendeu que a igualdade deve traduzir-se, acima de tudo, na liberdade de escolha, na autonomia económica e na partilha das responsabilidades familiares.
«Nenhuma mulher deve ser obrigada a escolher um determinado modelo de vida. Ficar em casa, trabalhar, empreender ou mudar de caminho são opções que devem poder ser feitas com liberdade, dignidade e autonomia. A verdadeira igualdade não impõe um destino. Abre possibilidades», afirmou.
A propósito do fenómeno das tradwives, ou «esposas tradicionais», que tem ganho visibilidade nas redes sociais, Paula Margarido defendeu que todas as escolhas de vida merecem respeito, desde que sejam verdadeiramente livres. Alertou, contudo, para a importância de preservar a autonomia económica das mulheres, questionando também se a procura de modelos familiares mais tradicionais não traduz, em parte, o desgaste provocado pela dificuldade em conciliar as exigências profissionais, familiares e pessoais.
A Secretária Regional destacou igualmente os progressos registados na Madeira, onde a disparidade dos ganhos médios mensais entre mulheres e homens, no universo dos trabalhadores por conta de outrem a tempo completo e com remuneração completa, se situou, em 2024, nos 4,9%, abaixo dos 7,7% registados a nível nacional, segundo a Direção Regional de Estatística da Madeira.
Neste âmbito, valorizou o trabalho que o Governo Regional tem vindo a desenvolver na promoção da igualdade de oportunidades, do emprego e da conciliação entre a vida profissional, familiar e pessoal, destacando o Guia Regional para a Conciliação, o programa PROFAMÍLIA, desenvolvido através do Instituto de Emprego da Madeira, e os incentivos ao empreendedorismo feminino, nomeadamente a majoração de 10% prevista no Programa de Criação de Empresas e Emprego para projetos que cumpram os requisitos de participação e emprego maioritário de mulheres.
A governante abordou ainda a importância de prevenir e combater todas as formas de assédio e abuso de poder, sublinhando que a dignidade, a liberdade e a segurança de cada pessoa devem ser protegidas, independentemente do sexo ou da posição de quem pratica esses comportamentos.
Na ocasião, Paula Margarido felicitou a diretora do Centro MaMi, Dália Gouveia, e toda a equipa pelo primeiro aniversário da instituição, reconhecendo o trabalho desenvolvido no acompanhamento de crianças, jovens e famílias.
A concluir, deixou uma mensagem que sintetizou a sua intervenção: «Nenhuma mulher deve ter de desaparecer da sua própria vida para estar presente na vida dos outros».