A Secretária Regional da Inclusão, Trabalho e Juventude visitou, esta quarta-feira, o projeto “Gestos Verdes – Pomar Biológico / Pomar Pedagógico Acessível”, promovido pela Associação de Surdos, Pais, Familiares e Amigos da Madeira (ASPFAM), no Caminho do Lazareto, no Funchal.
A governante foi recebida pelo presidente da direção, Sérgio Teixeira, que apresentou no terreno as diferentes valências do projeto, bem como o seu impacto ao nível da inclusão social, da empregabilidade e da sensibilização da comunidade. A visita contou também com a presença do presidente da Junta de Freguesia de São Gonçalo, Tiago Freitas, e da vogal do Instituto de Segurança Social da Madeira, Mara Rodrigues.
Durante a visita, Paula Margarido destacou o caráter inovador da iniciativa, sublinhando que se trata de “um projeto que conjuga, de forma muito feliz, inclusão social, formação, sustentabilidade ambiental e valorização das pessoas”.
“Estamos perante um exemplo claro de como é possível criar oportunidades reais para pessoas surdas e com necessidades especiais, reconhecendo as suas competências e promovendo a sua autonomia, através de uma atividade com valor económico e social”, afirmou.
O projeto “Gestos Verdes”, em desenvolvimento desde 2015, assenta na produção biológica de produtos hortícolas e frutícolas, integrando também uma vertente pedagógica que envolve escolas, crianças e jovens, através de visitas de estudo, atividades práticas e ações de sensibilização para a agricultura sustentável.
A Secretária Regional valorizou igualmente esta dimensão educativa, considerando que “este espaço funciona como um verdadeiro laboratório ao ar livre, onde se aprende fazendo, onde se cruzam gerações e onde se constroem valores como a responsabilidade ambiental, a inclusão e o respeito pela diferença”.
Na ocasião, foi ainda assumido o compromisso de intensificar a atração de pessoas, nomeadamente em situação de maior fragilidade, para integrar o projeto numa lógica de atividade socialmente útil, reforçando o seu impacto ao nível da inclusão e da participação ativa.
Nesse sentido foram discutidos quais os programas que poderão viabilizar a inclusão destas pessoas neste tipo de projectos, como o 100 diferenças, o EVA( Estímulo à Vida Activa) entre outros.
Foi igualmente apresentado um projeto que a ASPFAM pretende concretizar há vários anos, relativo à edificação de uma quinta pedagógica na zona da Nogueira, na Camacha, seguindo a mesma filosofia de inclusão, formação e sustentabilidade.
A governante destacou o trabalho desenvolvido pela ASPFAM ao longo dos anos, não só na promoção dos direitos da comunidade surda, mas também na criação de respostas concretas e inovadoras, em articulação com diferentes parceiros.
“Este é o caminho que queremos continuar a incentivar: projetos com impacto, com proximidade às pessoas e com capacidade de transformar realidades”, referiu, reforçando o compromisso do Governo Regional em apoiar iniciativas que promovam uma sociedade mais justa, inclusiva e consciente do valor da diversidade.