A Direção Regional da Saúde, através da Comissão Regional de Luta Contra a SIDA, assinalou ontem, 2 de dezembro, o Dia Mundial de Luta Contra a SIDA 2025, com uma jornada dedicada à informação, prevenção e inclusão, reunindo profissionais, entidades regionais, centros comunitários e cidadãos.
Após a sessão de abertura, que contou com a presença de entidades e parceiros das áreas da saúde, segurança, educação e outras, foi destacada a importância de manter o foco na prevenção e na eliminação do estigma associado ao VIH/SIDA. Seguiu-se a conferência da representante nacional convidada da Direção-Geral da Saúde, Joana Bettencourt, que abordou o estado atual do VIH/SIDA no país, através da apresentação do Relatório Nacional de 2025. Foi salientado que este ano se assinalam os 40 anos desde o primeiro caso de VIH identificado em Portugal, sendo os dados nacionais e regionais apresentados como evidência dos progressos alcançados, bem como da importância do diagnóstico precoce e dos desafios que persistem.
A manhã incluiu ainda uma mesa-redonda que sublinhou a necessidade de fortalecer a resposta em várias áreas, desde a saúde e educação até ao envolvimento das organizações sociais e comunitárias. À tarde, decorreu um painel dirigido à comunidade, reforçando a importância da inclusão, da literacia em saúde e do acesso facilitado à informação.
Ao longo do dia, o debate, com a participação ativa de profissionais, docentes, alunos, centros comunitários da região e outros grupos locais, evidenciou a relevância da iniciativa, que reforçou o lema internacional deste ano “Repensar. Reconstruir. Reerguer.” e sublinhou a mensagem central dirigida à população: prevenir novas infeções, combater o estigma e garantir que todas as pessoas têm acesso a cuidados dignos, inclusivos e de qualidade. A DRS reafirmou, assim, o compromisso de continuar a trabalhar com a comunidade e os parceiros regionais para promover uma resposta sólida, informada e centrada nas pessoas, alinhada com a visão de uma região saudável, segura, sustentável e inovadora.
Destacaram-se testemunhos, mensagens de sensibilização e momentos musicais que contribuíram para uma reflexão mais próxima da realidade das pessoas e das comunidades.