O presidente do Governo Regional tinha começado a sua intervenção por enaltecer o evento e, sobretudo, o presidente da associação que organiza a Expo, a Associação da Indústria, Comércio e Turismo do Porto Santo (AICTPS), José António Castro, que disse ser um homem muito dinâmico e que sempre puxou por aquela terra.
Depois, relevando o conhecimento que tem da ilha, admitiu que «esse conhecimento leva a tomar decisões, em articulação com os órgãos locais, designadamente a Câmara Municipal, no sentido de se continuar a garantir o desenvolvimento integral desta ilha».
E o desenvolvimento integral desta ilha, salientou, passa por um conjunto de decisões. «Ainda hoje uma delas foi já tomada: retomámos a obra da segunda fase da Unidade de Saúde. Vai ascender a 35,5 milhões de euros e será uma unidade de ponta que vai garantir prestações de cuidados de saúde de nível à nossa população do Porto Santo», recordou.
Uma obra que, conforme destacou, «é uma aspiração de há anos desta população». «E estou convicto de que, no verão de 2028, será inaugurada esta infraestrutura, fundamental para os porto-santenses e para a atratividade da ilha», complementou.
Mas, Miguel Albuquerque trazia mais uma novidade: «Queria também anunciar que lançámos o concurso para a segunda fase do campo de golfe do Porto Santo. E queria dissipar dúvidas, também, sobre o impacto do golfe no Porto Santo. Nós temos um estudo – eu não esperava que o impacto fosse tão grande – que aponta para que o golfe nesta ilha significa, todos os anos, 26 milhões de euros de efeito multiplicador na economia local».
Com a ampliação do campo de golfe, enalteceu, «vamos ter ocasião de melhorar ainda mais o nosso turismo e esbater ainda mais a nossa sazonalidade».
Às muitas pessoas presentes, o líder madeirense destacou ainda que «o Porto Santo tem acompanhado a Região Autónoma: Nós estamos, neste momento, com 61 meses de crescimento económico consecutivo na Madeira, incluindo o Porto Sant».
«São mais de cinco anos a crescer acima da média nacional. Estamos, neste momento, com um desemprego residual: é o mais baixo em 22 anos. E queria também continuar a reiterar, a todos vós, que a Região continua a ter os impostos mais baixos do País; lembrou também.
Segundo Miguel Albuquerque, estas três variáveis fazem com que «seja benéfico investir na nossa terra, criar negócios no Porto Santo e na Madeira, e desenvolver na Região todas as atividades, no sentido de assegurarmos os nossos objetivos enquanto cidadãos e, sobretudo, o objetivo do empresário, que é ganhar dinheiro».
«Não há nenhum mal em ganhar dinheiro e nós estamos aqui para facilitar a vida às empresas e apoiar as nossas empresas», garantiu.
Por outro lado, disse que a Expo Porto Santo está consolidada no panorama regional das feiras e eventos empresariais. E acrescentou: «Mais uma vez cumpri um compromisso com o nosso presidente da Associação, que foi aumentar o
apoio do Governo a este evento. E, para o ano, vais ter mais um apoio, que merece e o Porto Santo merece».
O líder madeirense aproveitou ainda para agradecer a todos os empresários e empresas que fizeram questão de estar ali, naquela feira. E ainda agradecer a sua disponibilidade para o engrandecimento económico desta ilha.
Miguel Albuquerque disse ainda que está com os porto-santenses no sentido de continuar a tentar resolver e esbater cada vez mais as assimetrias e, sobretudo, a sazonalidade.
«Queria vos dizer que uma das medidas que tivemos e que veio atenuar em muito essa sazonalidade foi o subsídio de mobilidade para todo o ano, durante os 12 meses, que fez com que a sazonalidade tenha diminuído», lembrou.
Mas, deixou claro, «obviamente que temos de continuar a lutar junto da República para sermos tratados não como adjacentes, mas como portugueses de primeira».
«É uma luta que compete à minha geração e vai continuar para a nova geração. Eu só espero que a nova geração tenha a convicção, os princípios e a coragem de continuar a lutar por aquilo que o Porto Santo e a Madeira merecem», prosseguiu.