Campanha das Precauções Básicas de Prevenção e Controlo da Infeção
As Precauções Básicas de Controlo de Infeção (PBCI) destinam-se a prevenir a transmissão cruzada proveniente de fontes de infeção conhecidas ou não. Essas potenciais fontes de infeção incluem o sangue e outros fluidos orgânicos (excluindo o suor), pele não íntegra, mucosas, assim como, qualquer material ou equipamento do ambiente de prestação de cuidados, passível de contaminação com as referidas fontes.
Aplicam-se a todos os utentes independentemente de se conhecer o estado infecioso dos mesmos.
O princípio subjacente às PBCI é de que “não há doentes de risco, mas sim, procedimentos de risco”.
A ênfase é dada para as precauções a implementar consoante os procedimentos clínicos e os seus riscos inerentes.
As PBCI destinam-se a garantir a segurança dos utentes, dos profissionais de saúde e de todos os que entram em contacto com os serviços de saúde.
As PBCI não previnem de forma eficaz a transmissão da infeção de todos os agentes infeciosos, e, consequentemente, em casos específicos (Clostridium difficile, Mycobacterium tuberculosis, MRSA, Acinetobacter multirresistente, entre outros), estão indicadas medidas adicionais – Precauções baseadas nas vias de transmissão (contacto, aérea e gotículas), que são complementares às Precauções Básicas, mas não as substituem.
Na admissão à unidade de saúde (US), deve assumir-se que todo o doente está potencialmente colonizado ou infetado com microrganismos “problema” e podem constituir-se reservatório ou fonte potencial para transmissão cruzada de infeção, até se comprovar o contrário.
A aplicação das PBCI durante a prestação de cuidados é determinada pelo nível de interação entre o prestador de cuidados e o utente e, o grau de exposição previsto ao sangue ou outros fluidos orgânicos.
As PBCI são compostas por 10 itens