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Inspecção quer escolas interventivas

Jorge Morgado pretende escolas proactivas e não apenas reactivas à acção inspectiva 09-11-2015 Inspeção Regional Educação
Inspecção quer escolas interventivas

“Facilitando a Mudança – Comunicação e Inspeção” foi o mote da Standing International Conference of Inspectorates, que reuniu, recentemente, em Oslo (Noruega), 86 participantes dos 35 países membros. 
Jorge Morgado, que vem liderando, desde há seis meses, a Inspecção Regional de Educação (IRE), foi um dos participantes no encontro e fez saber, ao DIÁRIO, que a mudança que vem sendo implementada na Região está de acordo com o debate internacional, que assenta numa maior acção no terreno, mais prospectiva, antevendo resultados que garantam a melhoria das condições gerais que marcam a participação do aluno na vida escolar.
“O debate centrou-se na comunicação como elemento-chave para a mudança e para a melhoria da educação, num quadro do novo paradigma da inspecção. A reflexão fez-se em torno de itens determinantes, procurando determinar ‘quem, como e porquê’, com enfoque no processo ensino-aprendizagem”, realçou Jorge Morgado.
No evento foram debatidos exemplos de metodologias e materiais que facilitam a comunicação antes, durante e após a intervenção da inspecção na escola. Não obstante as diferentes formas de organização dos sistemas educativos, o director da IRE adianta que foi possível verificar “um alinhamento em objectivos comuns, assentes na melhoria da resposta educativa”.
 Escola tem de ser proactiva
“Da reunião resultou a importância de estabelecer ligações internacionais, trabalhar em rede, em pequenos e grandes grupos, consoante a natureza das questões. Também foi reconhecida importância à disponibilização transversal de informação e ferramentas”, acentuou Jorge Morgado, para quem “a credibilidade dos actores, a transparência de processos, a motivação, a clareza da informação transmitida, a atitude de mudança e, em particular, o enfoque na pessoa, são centrais”, num contexto em que não é possível escamotear as responsabilidades que cabem aos estabelecimentos de ensino.
“A escola tem de empenhar-se na mudança porque sente essa necessidade e não porque a inspecção interveio”, destacou o director do IRE, organismo que objectiva a melhoria dos resultados escolares, a alteração da cultura escolar de retenção e a redução do abandono escolar precoce, plasmados no programa do Governo Regional para a Educação.
 Auditoria às escolas 
A IRE aponta como prioridade os programas de acompanhamento e auditoria das escolas, o primeiro mais virado para a área pedagógica, o segundo para a área administrativo-financeira.
“Importa construir uma Inspecção que se quer cada vez mais proactiva, visando a melhoria da qualidade da aprendizagem dos alunos e das crianças da Região. Do ponto de vista administrativo-financeiro, a acção centrar-se-á na avaliação de qualidade do processo de planeamento, organização e controlo da gestão, bem como da razoabilidade das decisões tomadas no âmbito do regime jurídico de autonomia administrativa e gestão dos estabelecimentos de educação e ensino públicos da RAM”, sublinhou Jorge Morgado.


Fonte Diário de Notícias - 09/11/2015


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