Estudo revela que aposta do Governo em criar recifes artificiais foi acertada

Passados dois anos e 180 mergulhos, os resultados do Programa de Monitorização foram hoje apresentados. 08-05-2018 Ambiente e Recursos Naturais
Estudo revela que aposta do Governo em criar recifes artificiais foi acertada

«É com muita satisfação que constato que este trabalho foi pioneiro em Portugal, por se ter iniciado ainda antes do afundamento, o que permitiu comparar a situação pré-existente com a que resultou do afundamento do navio, e por ter reunido uma equipa multidisciplinar que analisou vários grupos biológicos, tanto na coluna de água como no fundo marinho, e ainda, os sedimentos e as características físico-químicas da água», sublinhou hoje a secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais, Susana Prada, durante a apresentação do estudo de monitorização à Corveta Pereira D' Eça..


Este estudo vem demonstrar que a aposta do GR na criação de recifes artificiais através do afundamento de navios tem sido acertada.
Comprova-se que não ocorreram efeitos negativos para o ambiente marinho. A corveta apresenta uma comunidade saudável, o que demonstra que o Recife Artificial está a conseguir recriar, e em alguns casos superar, a diversidade existente nas comunidades naturais vizinhas.
Quanto ao impacto na economia da ilha, verifica-se que a época alta do mergulho passou a estender-se até novembro e que cerca de metade dos mergulhos turísticos efetuados no Porto Santo, são na Corveta Pereira D’Eça.

A aposta na monitorização é para continuar e extensível à Corveta Afonso Cerqueira, que será afundada no verão no Parque Natural Marinho do Cabo Girão, confirmou Susana Prada.