60% das medidas de adaptação às Alterações Climáticas já contam com ações no terreno

A Estratégia constitui um instrumento orientador das políticas regionais, que avalia as vulnerabilidades face às alterações climáticas e propõe um conjunto de medidas com o objetivo de adaptar a Região, aumentando a sua resiliência nas áreas mais estratégicas como são: os Recursos Hídricos 01-03-2018 Ambiente e Recursos Naturais
60% das medidas de adaptação às Alterações Climáticas já contam com ações no terreno Desde 2015 a Madeira implementou a Estratégia CLIMA-Madeira, um projeto que visa o acompanhamento de medidas objetivas para garantir que a Região Autónoma se adapta da melhor forma possível ás alterações climáticas. No fundo, como referiu a secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais, na abertura do denominado ‘Encontro da Comunidade de Adaptação’, o objetivo passa por assegurar maior resiliência a estas ilhas ao que é, hoje em dia, uma inevitabilidade a nível global.

 

A Estratégia constitui um instrumento orientador das políticas regionais, que avalia as vulnerabilidades face às alterações climáticas e propõe um conjunto de medidas com o objetivo de adaptar a Região, aumentando a sua resiliência nas áreas mais estratégicas como são: os Recursos Hídricos; 
o Risco de aluvião e de derrocadas; 
a Saúde; 
a Biodiversidade e as Florestas; 
a Agricultura; 
a Energia e o Turismo
Passados pouco mais de 2 anos após a aprovação do documento, cerca de 60% das medidas preconizadas no mesmo contam já com ações concretas no terreno e 30% encontram-se em fase de projeto.
1. Falamos dos investimentos na recuperação dos sistemas de abastecimento de água e de regadio com os quais o Governo Regional pretende reduzir as perdas de água.
2. Da criação de reservas estratégicas de água em altitude, caso da lagoa do Paul da Serra, que permitirá o aumento da energia elétrica produzida a partir de fontes renováveis, dos atuais 30% para 40%, e do novo túnel hidráulico no sistema do Canal do Norte;
3. Falamos dos projetos de Limpeza e Reflorestação de mais de 1500 hectares de espaço florestal, nos quais se inclui a criação da Faixa Corta-Fogo no Caminho dos Pretos que pretende reconverter uma área infestada por plantas invasoras, altamente combustíveis, numa zona tampão composta por plantas folhosas, de baixa combustibilidade, que funcione como barreira ao avanço dos incêndios, protegendo a população.
4. Falamos da implementação do Sistema de Alerta de Aluviões, 
5. da construção do Radar Meteorológico no Porto Santo, 
6. ou do Plano Regional de Prevenção e Controlo de Doenças Transmitidas por Vetores, entre muitos outros projetos e investimentos que demonstram bem o objetivo da estratégia em integrar medidas de adaptação em praticamente todas as políticas sectoriais e nos instrumentos de planeamento e ordenamento do território.

E é precisamente este caráter transversal e aberto que torna tão relevante a reunião da Comunidade de Adaptação, formada por representantes de diversas entidades, públicas e privadas, com potencial interesse no processo de adaptação.