Susana Prada defendeu reajustamento da economia para um mundo sustentável

O Dia Mundial do Ambiente foi assinalado hoje na Madeira 05-06-2018 Ambiente e Recursos Naturais
Susana Prada defendeu reajustamento da economia para um mundo sustentável O Governo Regional assinalou hoje de manhã o Dia Mundial do Ambiente, com uma apresentação do documentário ‘Uma Sequela Inconveniente: Verdade ao Poder’, da autoria do ex-vice presidente dos EUA e Nobel da Paz 2007, Al Gore. O evento concretizou-se numa parceria com a Associação Zero e a Fundação The Climate Reality Project Europe. Após a exibição do filme, houve lugar a um debate.

Na oportunidade, a secretária regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, Susana Prada, dirigiu-se aos presentes, entre os quais se contavam alunos dos estabelecimentos de ensino da Região, para referir a “obrigação de deixar aos que nos seguirão, um planeta saudável, resiliente, onde o verde é mais verde e o azul mais azul”.
“As alterações climáticas são inquestionáveis! As consequências, estão à vista de todos”, sublinhou. “Tempestades impiedosas, chuvas torrenciais, super-tufões, secas mortíferas, incêndios descontrolados, recursos esgotados, espécies extintas, pragas, oceanos contaminados, ilhas de lixo … As sociedades desenvolveram-se no pressuposto de que os recursos seriam inesgotáveis. As economias mundiais, criaram-se em fenómenos de consumo megalómanos, com objectivos de lucro rápido, na base da sobre-exploração dos recursos naturais”.

Porém, alertou, “nunca o planeta precisou tanto de nós”. Isto no sentido de os humanos o protegerem, alterando o seu paradigma de desenvolvimento.
“O consumo, tem de ser sustentado e sustentável”, referiu. “O modelo económico não será destruído… apenas reajustado. As necessidades do Mundo Moderno têm que ter outras origens. As fontes de energia renováveis não podem ser apenas uma opção. Têm que ser a opção”, defendeu.

Falando também da economia circular, referiu que a mesma não pode ser posta em causa: tem que ser também a opção a tomar. Quanto à água, esse precioso líquido, deve ser utilizada com regra, sem desperdício. As torneiras devem ser fechadas e os consumos controlados.
Referindo-se ao Acordo de Paris, datado de Dezembro de 2015, quando 195 países criaram um plano de acção para combater as alterações climáticas, considerou-o um “compromisso histórico”.

Na Região, afirmou “o Governo Regional empenhou-se, neste que será, sem dúvida, um dos maiores desafios das sociedades modernas”. Susana Prada destacou a criação de faixas corta-fogo e os investimentos na limpeza da floresta; a criação de reservas de água em altitude e os investimentos para diminuição de perdas; a reflorestação com vegetação adequada; a gestão de resíduos e tratamento de águas residuais; a criação de áreas marinhas protegidas; o aumento da utilização de energias renováveis.



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