90 mil plantas para o Montado da Esperança

A intervenção no Montado da Esperança irá beneficiar um aceiro com 7km e contribuirá para diminuir a densidade das espécies infestantes que ocupam este território. 21-09-2018 Ambiente e Recursos Naturais
90 mil plantas para o Montado da Esperança Depois de ter anunciado a reflorestação do Pico dos Esteio, no Funchal, o Governo Regional, através do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza (IFCN), volta a revelar nova intervenção nas serras de São Roque, mais concretamente no Montado da Esperança, com o propósito de limpar as espécies infestantes e reconverter o coberto vegetal.
São 45 hectares, qualquer coisa como 45 campos de futebol, que receberão espécies folhosas e nativas.

A ilha da Madeira, de relevo acidentado, propício à formação de chuva e nevoeiro, tem um património florestal valioso, que desempenha um papel fundamental no aumento das disponibilidades hídricas e na defesa contra a erosão do solo, assumindo-se como fator crucial para a manutenção do equilibro biofísico da Ilha. 
“As encostas sobranceiras à cidade do Funchal são disso exemplo”, garanto-nos a Secretária Regional do Ambiente e Recursos Naturais.
“São áreas de intervenção prioritária, já que inerente à prevenção de incêndios, à proteção do solo contra a erosão, à valorização da paisagem, à regularização do ciclo hidrológico, está a própria segurança das zonas a jusante e como tal das populações que aí residem”, acrescenta.

“É, pois,  fundamental intervir em áreas colonizadas por vegetação desadequada, sensíveis à proliferação de incêndios, devido à carga excessiva de combustível, transformando-as em áreas com uma vegetação mais adequada e com resistência para fazer frente às principais ameaças atuais, incêndios e proliferação de espécies invasoras”, disse Susana Prada.

A intervenção no Montado da Esperança irá beneficiar um aceiro com 7km e contribuirá para diminuir a densidade das espécies infestantes que ocupam este território de uma forma excessiva, como é o caso do Eucalipto (Eucalyptus globulus), fomentandoo o desenvolvimento de núcleos de vegetação indígena junto às principais linhas de água.
Espera o IFCN combater desta forma os processos erosivos, fixando as terras para impedir que sejam arrastadas para as linhas de água, com a consequente destruição dos recursos dulçaquícolas e a ocorrência de enxurradas provocadas pelo assoreamento dos seus leitos.