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Comissão Nacional da UNESCO escolhe Madeira para encontro

Gestores do Património Mundial de Portugal na Madeira atestam qualidade da preservação da Laurissilva. 17-05-2019 Ambiente e Recursos Naturais
Comissão Nacional da UNESCO escolhe Madeira para encontro Terá lugar na Madeira, nos próximos dias 20 e 21 de Maio, a 20.ª reunião da Rede do Património Mundial de Portugal. Esta Rede foi criada em 2014 pela Comissão Nacional da Unesco e pelos quinze gestores dos bens patrimoniais de Portugal, onde, obviamente, se encontra o representante do Bem Laurissilva.

A Rede pretende aproximar os gestores dos sítios património mundial, através do debate de ideias sobre a gestão e reabilitação do património, do intercâmbio de conhecimentos e da discussão de questões de interesse mútuo, bem como a participação conjunta em projetos e iniciativas que gerem valor nas regiões onde se inserem e difundam o Património Mundial em Portugal e no Mundo. Esta parceria tem, assim, a intenção de facilitar a criação de condições para que, nas próximas décadas, as regiões onde se inserem os bens inscritos na lista do Património Mundial da UNESCO assegurem não só o seu estatuto de Património Mundial, mas também estimulem a economia e mobilizem as suas gentes, no sentido de gerar valor no âmbito desse reconhecimento internacional.

Esta reunião ordinária, que ocorre pela primeira vez na Madeira, contará com a presença do mais alto representante da Comissão Nacional da Unesco, o Embaixador José Filipe Moraes Cabral, sendo também uma forma de celebrar os 20 anos da classificação da floresta Laurissilva enquanto património mundial. Os gestores, assim como os representantes da CNU, terão oportunidade de visitar o BEM, atestar in loco a qualidade da sua preservação, assim como ter uma experiência gastronómica tradicional, num almoço oferecido pela Câmara Municipal de São Vicente. 

Recorde-se que ainda neste mês, José María Fernández-Palacios, professor Catedrático da Universidade de La Laguna, esteve na reitoria da Universidade da Madeira (Colégio dos Jesuítas), para proferir uma conferência intitulada “A Laurissilva macaronésica: passado, presente e futuro”. Nessa ocasião, este especialista reconhecido mundialmente elogiou o estado de conservação da floresta Laurissilva da Madeira, considerando-a, a par com algumas áreas da ilha de La Gomera, como a mais bem preservada de toda a área de ocorrência deste tipo de floresta. Referiu, por oposição, as fragilidades da Laurissilva nos Açores, profundamente afetada pela atividade humana e pelas espécies invasoras. 


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