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Governo classifica Edifício Vulcânico das Ilhas Selvagens como Monumento Natural

o Governo Regional da Região Autónoma da Madeira, comprometido com o objetivo de ajudar a afirmar Portugal no Atlântico, está a concretizar várias ações com destaque para o ordenamento do espaço marítimo, a ampliação e consolidação da área marinha protegida, a melhoria das condições de vigilância, a candidatura a património mundial da UNESCO, o reforço da investigação científica e o desenvolvimento do turismo científico e de natureza, nas Selvagens, Ilhas Afortunadas. 06-06-2019 Ambiente e Recursos Naturais
Governo classifica Edifício Vulcânico das Ilhas Selvagens como Monumento Natural O edifício vulcânico das Ilhas Selvagens será classificado como Monumento Natural. A sua importância reside no facto de ser um edifício vulcânico com mais de 29 milhões de anos e que permite, numa área pequena, estudar fenómenos biológicos e geológicos desde o topo da ilha até o fundo do oceano.

Trata-se de uma proposta do Governo Regional e que hoje, durante a conferência Selvagens – Ilhas Afortunadas, foi bastante destacada e elogiada por Manuel Biscoito, investigador.

A Secretaria Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais está a promover a conferência “Selvagens - Ilhas Afortunadas”, evento que integra as comemorações do European Maritime Day e dos 600 anos do Descobrimento das Ilhas da Madeira e do Porto Santo.

Nesta conferência, dedicada às Ilhas Selvagens, estão a ser abordadas temáticas como a história, o património, o conhecimento, a conservação, a economia, a soberania, daquele que é o mais inóspito e pristino território do país.

Ao longo do dia peritos e autoridades trazem o seu contributo, designadamente: Pedro Quartin Graça com a comunicação “Rochedos ou ilhas?”; Rui Carita com a intervenção “História e Mito”; Francis Zino com as “Expedições científicas”; Manuel Biscoito com “Do pristino ao desconhecido”; Paul Nitschmann com “Património natural e a economia das Ilhas”; Paulo Neves Coelho com “Direito Internacional do Mar”; Sousa Pereira com “Soberania e segurança”, entre outros.

As Selvagens estão hoje mais protegidas e estimadas, mas importa continuar a investir na vigilância ecológica e securitária, no conhecimento, conservação e valorização dos seus recursos, passando pela abertura ao turismo natureza, com a dedicação e cuidado que este território sensível e frágil exige.

A questão da ZEE portuguesa e a soberania sobre estas Ilhas, que Portugal, a Madeira, têm sabido consolidar com esforço, mérito e competência, merecem atenção permanente.

Este importante ativo geoestratégico, fronteira sul do Estado português, conquistou o seu nome e fama pelo perigo que representava à navegação, pela distância à civilização e pela sua resistência ao processo de colonização.

Mas esse temperamento não impediu que os seus recursos começassem a ser explorados economicamente pela perseverança portuguesa logo após a sua descoberta pelas caravelas do Infante D. Henrique.

Desde a apanha da abundante urzela, de elevado valor económico para a indústria têxtil à data das Descobertas, passando pela caça e pesca, até à atualidade, utilizando o mais importante dos seus recursos: o riquíssimo património natural, um santuário de aves marinhas e uma singularidade geológica monumental.

Neste sentido, o Governo Regional da Região Autónoma da Madeira, comprometido com o objetivo de ajudar a afirmar Portugal no Atlântico, está a concretizar várias ações com destaque para o ordenamento do espaço marítimo, a ampliação e consolidação da área marinha protegida, a melhoria das condições de vigilância, a candidatura a património mundial da UNESCO, o reforço da investigação científica e o desenvolvimento do turismo científico e de natureza, nas Selvagens, Ilhas Afortunadas.

Este evento conta com a presença da secretária regional do Ambiente e dos Recursos Naturais, Susana Prada, do presidente da Comissão Executiva do Programa Comemorativo dos 600 anos do Descobrimento das Ilhas, Guilherme Silva, e do diretor-geral da Autoridade Marítima, Sousa Pereira, entre outras entidades.