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Governo apoia expedição às Selvagens com Agência Espacial Europeia e cosmonauta russo

«É com verdadeiro e especial interesse que o Governo Regional da Madeira se associa a este evento. Uma expedição contribui sempre para um panorama científico mais revelador do nosso território, neste caso, das ilhas Selvagens. A natureza não tem dono nem fronteiras e o trabalho em conjunto é mais eficiente e mais inteligente se partilharmos as experiências adquiridas», sublinhou Pedro Calado. 20-07-2021 Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas
Governo apoia expedição às Selvagens com Agência Espacial Europeia e cosmonauta russo

«O turismo científico, regulado recentemente pelo Governo Regional, é uma novidade que permite a realização, de forma regulada e sustentada, duma atividade económica que, além da valorização do espaço natural, cimenta as Selvagens como ilhas e não rochedos, com as implicações em termos de delimitação da Zona Económica Exclusiva portuguesa que daí decorrem», sublinhou o vice-presidente, Pedro Calado, na saída do grupo que se encontra a realizar uma expedição científica às ilhas Selvagens e que conta com a participação de investigadores da Agência Especial Europeia, de um cosmonauta da Agência Espacial Russa (Roscomos) e de investigadores de instituições nacionais e investigadores.


Acompanhado pela secretária regional do Ambiente, Recursos Naturais e Alterações Climáticas, Susana Prada, o vice-presidente felicitou vivamente esta iniciativa, que ocorre no ano do 50.º aniversário da Reserva Natural das Selvagens, a primeira de Portugal, dizendo que «é com verdadeiro e especial interesse que o Governo Regional da Madeira se associa a este evento. Uma expedição contribui sempre para um panorama científico mais revelador do nosso território, neste caso, das ilhas Selvagens. A natureza não tem dono nem fronteiras e o trabalho em conjunto é mais eficiente e mais inteligente se partilharmos as experiências adquiridas», sublinhou Pedro Calado.


A expedição às ilhas Selvagens decorrerá até 30 de julho e conta, além dos investigadores, com a participação e o acompanhamento documental da National Geographic.
O grupo de cientistas aguarda que o impacto científico deste projeto seja enorme, pelas áreas tão distintas que este abrange, como a astrobiologia, a exploração planetária, alterações climáticas e biotecnologia. «As grutas vulcânicas ou tubos de lava das ilhas Selvagens podem albergar uma grande diversidade de microorganismos novos para a ciência, contribuindo assim para conhecimento da biodiversidade do nosso planeta e como modelo para a procura de vida microbiana noutros planetas», afirmam os responsáveis do projeto MICROCENO.


Os geólogos Francesco Sauro (Universidade de Bolonha) e Matteo Massironi (Universidade de Pádua) estudarão a génese destas grutas e os seus minerais, com recurso a equipamento de ponta, nomeadamente um espectómetro de fluorescência de raios-X portátil, um scanner laser portátil e drones, permitindo fazer o primeiro modelo tridimensional de alta resolução da Selvagem Grande.


A bioquímica Ana Teresa Caldeira (Universidade de Aveiro) irá estudar a atividade antimicrobiana e enzimática das bactérias presentes nas grutas, temas de interesse particular para a indústria farmacêutica.

 

O estudo destes ambientes adquiriu hoje uma importância especial, dadas as alterações climáticas globais em curso. Assim, a reconstrução do paleo-clima de uma ilha com quase nenhuma intervenção humana, com recurso a técnicas moleculares e isotópicas, pode servir para compreender o impacto que estas alterações têm sobre a biodiversidade.
Para a deslocação às Selvagens, os membros da expedição utilizam o navio patrulha “Douro” da Armada Portuguesa e duas embarcações privadas.


Nas Selvagens, o grupo conta com o acompanhamento e apoio logístico do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza (IFCN).

 


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