Harmonizar aulas e treinos

Jorge Carvalho desafia movimento desportivo a buscar nas escolas enquadramento específico para os atletas. 15-11-2017 Educação
Harmonizar aulas e treinos

O Secretário Regional de Educação, Jorge Carvalho, desafiou o movimento desportivo a propor às escolas um enquadramento diferente, ao nível dos horários, para os atletas com grande potencial desportivo. O repto foi lançado na sessão de abertura da ação de formação “A Conciliação entre Desporto e Educação”, realizada terça-feira (14 de novembro), na ES Jaime Moniz.

 

«No ciclo olímpico anterior, entre 2012 e 2016, triplicámos os atletas de elevado potencial, de 52 para 158, e passámos de 73 atletas internacionais para 252. É um elevado número de jovens com elevado potencial desportivo e, se temos bons enquadramentos técnicos e boas infraestruturas, é importante darmos este salto e fecharmos o círculo, por assim dizer, com condições para que a sua formação académica possa ocorrer com sucesso e sem influenciar o desempenho desportivo. Deve ser o setor desportivo a organizar-se e a procurar junto das escolas criar esse enquadramento», sublinhou Jorge Carvalho, dando como exemplo a ES Jaime Moniz, onde existe uma turma com horário adaptado às exigências de prática desportiva dos alunos. «Temos uma parceria entre o desporto escolar e associações desportivas, que leva inclusivamente a uma majoração no apoio a essas associações, que visa precisamente criar espaços de crescimento do ponto de vista desportivo», acrescentou o governante.

 

Satisfeito por ver reunidos diversos agentes desportivos naquela ação, Jorge Carvalho juntou a baixa natalidade à reflexão. «Não é só o sistema educativo que irá sofrer com a redução demográfica, é também o setor desportivo. É bom termos essa realidade bem presente. Quando temos concelhos na Madeira com médias de nascimentos anuais entre os 20 e os 25 indivíduos, aos quais normalmente estão associados 52% ao género feminino e 48% ao género masculino, concluímos que não terão jovens para determinadas modalidades coletivas. É importante percebermos que em 2000 tivemos 3200 nascimentos e que em 2014 foram menos de 1800. Se vamos ser menos, temos obrigação de ter mais qualidade, de ter melhores desempenhos, de oferecer melhores condições de formação aos diferentes níveis», concretizou.