PSD, o partido “governanta”

O Dr. Costa como bom festeiro, faz tudo o que os seus convidados pedem ou solicitam e sempre com um sorriso acompanhado de música alta e estridente, os restantes dos moradores do prédio e das vizinhanças que se lixem… 20-09-2018 Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas
PSD, o partido “governanta”

Este país, no momento político actual e na minha prespectiva, assemelha-se a uma grande e barulhenta festa num apartamento de estudantes universitários, sem desprimor para estes últimos, mas com algumas nuances. Esta festa, a decorrer num apartamento para os lados de São Bento, tem como inquilino e anfitrião o Dr. Costa (que deve pagar com certeza uma renda módica). Mas como este senhor não dá ponto sem nó, além dos amigos do costume, para que o evento corresse bem lembrou-se de convidar o vizinho do 1º esquerdo (um T1+7), o Camarada Jerónimo e a vizinha do 2º esquerdo (um loft onde cabe tudo), a Dona Catarina. Com os vizinhos mais incómodos e reivindicativos convidados e controlados, os riscos de reclamações desapareceram e assim a festa pode avançar pela noite dentro. Pelo sim pelo não, o festeiro ainda convidou uns sindicalistas do outro lado da rua, deste modo não haveria qualquer risco de arruaças e manifestações (sempre uma chatice para quem quer o pagode).

O Dr. Costa como bom festeiro, faz tudo o que os seus convidados pedem ou solicitam e sempre com um sorriso acompanhado de música alta e estridente, os restantes dos moradores do prédio e das vizinhanças que se lixem…

A festa dura há três dias (leia-se anos) e parece que os convivas não se cansam da boa vida, com comida e bebida à borla e com doses generosas de socialismo populista é um fartar vilanagem. Entretanto o apartamento já se encontra numa lástima, a eletricidade foi cortada (nada que uma baixada do 1º esquerdo não resolva), copos e garrafas por tudo o que é canto, lixo espalhado (ou debaixo do tapete), uns convivas inanimados pela sala (leia-se ministérios), outros mais animados e com companhias menos próprias nos quartos (leia-se também ministérios), e na cozinha um cenário apocalíptico com um tal de Centeno (a fazer Erasmus na CE) a cozinhar um guisado que diz que vai alimentar a trupe até 2019…Todos querem por música e fazer as bebidas e os cocktails, qual o mais forte e alucinogénio, todos tem ideias para o jantar, desde o arroz de pato (leia-se contribuinte português) a iguarias vegan, do frigorífico e da despensa já nada sobra, e claro que ninguém se preocupa com as contas. Está uma televisão ligada na sala que fala de hospitais demissionários, incêndios com dimensões colossais, roubo de armamento, saque fiscal através dos impostos indiretos, professores defraudados, dívida pública incontrolada, ideias peregrinas para os transportes públicos, comboios parados…um role de desgraças que os festeiros dizem não passarem de notícias de outro país (com certeza africano) ou de séries de ficção científica de gosto duvidoso.

Claro que a festa vai acabar e vai acabar mal e o cenário vai repetir-se como sempre, polícia à porta (leia-se eleições), a intervenção da BIR (leia-se Troica) e por último a chegada de uma equipa que será chamada pelos azarados vizinhos para pôr ordem na bagunça, remover o lixo acumulado e pagar as contas desta festa alucinada. É evidente que vai ser este grupo que nem convidado foi para a festa, que vai ter que trabalhar afincadamente para devolver o brio e a habitabilidade destas assoalhadas. Estas mulheres e homens responsáveis e trabalhadores, que vão varrer, vão arrumar, vão limpar, vão pagar as contas e repor a despensa, serão como sempre do PSD, o partido “governanta”, o partido “mulher-a-dias”, o partido “dona de casa”.

Este cenário dramático que acabei de descrever acontece actualmente também em algumas autarquias mais à esquerda aqui da região, sendo estas festas mais ou menos faustosas e com alguma variabilidade em termos de convivas. A festa que ocorre actualmente na cidade do Funchal (a mais famosa e barulhenta) tem a particularidade de ter começado com uns convidados que entretanto foram atirados pela janela por quererem baixar a música e moderar nas bebidas, e também porque, apesar do festim estar a ser de arromba e bem regado, o sorridente anfitrião, quase não é avistado…se calhar está a trabalhar.


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