O sucesso

Só com o trabalho e dedicação de muita gente, tanto nas salas de aulas, como nos ateliers e nos sempre diabolizados estaleiros é que se conseguiu erguer este sistema articulado e funcional com sucesso. 15-11-2018 Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas
O sucesso

Gostava de partilhar convosco algo que tenho vindo a confirmar durante as minhas visitas a um grande número de escolas secundárias espalhadas pela Madeira.

Nestas visitas, no âmbito das intervenções de reabilitação e requalificação do parque escolar da Região, tenho tido a felicidade de constatar que são cada vez menores, ou mesmo inexistentes as diferenças entre os alunos das escolas dos concelhos ditos rurais e dos concelhos mais urbanos, mais especificamente do Funchal.

Digo isto com alguma propriedade pois tenho dois filhos que frequentam duas das maiores escolas secundárias da capital, e o que vejo em casa vejo nestas escolas quando observo a sua população estudantil (aos vigilantes do politicamente correto... não olhei para as alunas).

Estes rapazes e raparigas espalhados pela Madeira e do Porto Santo vestem-se da mesma forma (um bocado bizarra talvez... calções na secundária?), ouvem as mesmas músicas, têm os mesmos ídolos e referências, praticam os mesmos desportos e têm os mesmos gostos (já não no facebook... estão lá os pais e até alguns avós). A utilização das tecnologias faz-se da mesma forma e com os mesmos gadgets e parafernália digital.

Os resultados nestas escolas estão muitas vezes acima das suas congéneres da capital, mérito para os alunos e também para os corpos docentes. Até nos hábitos menos bons existem cada vez mais semelhanças, falo por exemplo do leva e trás dos pais entre a escola, a casa e as diversas atividades. Também na oferta extra-curricular cada vez mais os dois meios competem de forma muito equivalente, com formação musical e artística disseminada e com resultados muito interessantes e culturalmente enriquecedores.

Meus caros, esta constatação e por muito que custe a alguns detratores do costume é a evidência clara do êxito das políticas adotadas ao longo dos últimos anos. Foram estes investimentos, tanto no hardware como no software (fica sempre bem uns termos modernos, mas prometo não falar em smart cities), devidamente articulados e descentralizados que o permitiram.

Estas escolas, construídas fora do Funchal, à data muitas vezes contestadas pela “nata” da nossa oposição, são hoje a confirmação de uma região integradora, territorialmente e socialmente coesa onde a dicotomia entre a cidade e o campo se esbateu quase por completo na população mais jovem.

Só com o trabalho e dedicação de muita gente, tanto nas salas de aulas, como nos ateliers e nos sempre diabolizados estaleiros é que se conseguiu erguer este sistema articulado e funcional com sucesso. Assim se pôs e se põe em prática a verdadeira democracia e coesão social, assim se concretiza e faz funcionar o elevador social (mas cuidado para não carregarmos no botão Geringonça... vamos todos parar à cave). Com este sucesso vem também uma maior responsabilidade e escrutínio da população, mas uma sociedade livre e moderna faz-se assim e não há outro modo de a fazer.


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