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Maduro, mas pouco

Maduro, no início da sua campanha para presidente disse que Hugo Chavez lhe apareceu na forma de um passarinho e que o abençoou, penso que algo parecido deverá ter acontecido também ao nosso autarca, mas foi Costa que apareceu e muito provavelmente na forma de galináceo obcecado. 07-02-2019 Secretaria Regional dos Equipamentos e Infraestruturas
Maduro, mas pouco

Para manter algum grau de actualidade neste espaço, hoje tenciono escrever sobre a Venezuela. Um tema que é caro à grande maioria dos madeirenses, pois penso que não existe família que não tenha algum parente ou chegado que por aquelas terras da América do Sul não tenha tentado a sua sorte à procura de uma nova e melhor vida. Infelizmente, por ironia do destino e da democracia, este fantástico país ficou entregue a um bando de desmiolados que em poucos anos o desgraçou por completo. Perante esta tragédia, muitos dos nossos conterrâneos têm regressado à Madeira à procura de segurança e de um lugar onde possam viver e trabalhar sem serem roubados em nome de uma ideologia.

Estes nossos luso-venezuelanos, há uns dias realizaram uma sentida e expressiva manifestação de esperança por uma nova Venezuela, cujo rosto é Juan Guaidó. Foi um movimento puro e genuíno, que mobilizou um número muito significativo de pessoas no Largo do Município. Mas para espanto de muitos, enquanto as pessoas se juntavam e se organizavam na praça, surge na varanda da autarquia uma enorme bandeira da Venezuela e claro o respectivo presidente e sua corte. O espectáculo foi de todo deprimente, pois a esperança de um povo não pode nem deve ser usada como manobra de marketing político. Esta encenação hipócrita e oportunista, torna-se ainda mais grave, sabendo-se depois que a inércia da autarquia quase impediu a realização deste evento.

Este episódio de puro aproveitamento político gerou alguma indignação e nas redes sociais começaram a circular imagens de Maduro, também numa varanda e também com uma bandeira da Venezuela. E fez-se luz, estes dois indivíduos, embora apresentem algumas diferenças em termos capilares, afinal apresentam muitas semelhanças em termos políticos e na forma como governam e actuam, ora vejamos:

1- Populismo em doses cavalares, um discursa horas (em espanhol), outro debita páginas e páginas de auto-promoção (em português, ou parecido)

2- O país de Simón Bolívar está no melhor caminho, a autarquia também, mesmo que a navegação seja à vista e o precipício mesmo em frente (a vista é magnifica).

3- Na Venezuela a culpa de tudo e mais alguma coisa é dos imperialistas americanos, pois não se renderam ao esplendor do comunismo bacoco... (isto rima com qualquer coisa), no Funchal, a culpa é das vereações anteriores e ponto.

4- A Caracas, chegam aviões da Rússia carregados de dólares para esbanjar e alimentar uma utopia criminosa, ao Funchal, também chegam aviões, mas carregados de ministros e secretários de estado, sem dólares nem euros, mas com muita lata.

5- Na Venezuela, o que vai sobrar desta alucinação colectiva, serão os destroços e prateleiras vazias, no Funchal vão ficar fotografias (muitas fotografias) e uma cidade suja, esburacada e adiada.

6- Maduro, no início da sua campanha para presidente disse que Hugo Chavez lhe apareceu na forma de um passarinho e que o abençoou, penso que algo parecido deverá ter acontecido também ao nosso autarca, mas foi Costa que apareceu e muito provavelmente na forma de galináceo obcecado.

Caro leitor, como se constata, as semelhanças são imensas, e como tal, não me espantaria nada que à Nobre e Leal Cidade do Funchal, esta gente pouco recomendável não resolva atribuir o novo nome de Município Bolivariano do Funchal, penso que vontade não lhes falta.


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