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Rui Barreto enaltece “proximidade” entre o setor do táxi e as populações

Secretário regional de Economia presidiu à tomada de posse dos novos órgão sociais da Associação Táxis RAM 26-09-2020 Economia
Rui Barreto enaltece “proximidade” entre o setor do táxi e as populações

O secretário regional de Economia presidiu hoje à tomada de posse dos novos órgãos sociais da Táxis RAM, uma associação recém-criada e que, a partir de hoje, representa os profissionais do setor do táxi e de outros transportes terrestres.

 

Na ocasião, o governante recordou a importância deste setor ao longo das últimas décadas. Barreto enalteceu o “grau de proximidade com as populações, levando-as aos lugares mais longínquos”, porque a rede de transportes “infelizmente” nem sempre foi aquela que existe hoje, lembrou. Um setor que ainda hoje é “acarinhado” pelos madeirenses e, por isso, a nova associação merece “todas as condições e toda a confiança” da parte do Governo Regional para trabalhar na defesa dos interesses dos profissionais de táxi.

 

“Ainda hoje existe um protocolo para o transporte de doentes”, lembrou o secretário regional com a tutela dos transportes terrestres, para logo depois declarar que “a confiança se mantém” porque os serviços prestados pelos taxistas “são essenciais”.

 

No que se refere às novas plataformas eletrónicas de transporte de passageiros (TVDE) e à sua entrada na Região, construíram um “enorme desafio” para o Governo. “Se não adaptássemos essa legislação (‘Lei Uber’) à Região, invocando o interesse público dos motoristas de táxi, ia passar-se o que se passou em Lisboa”, afirmou, referindo-se às manifestações contra a entrada dos veículos descaracterizados no mercado português. “Quem tomou essa iniciativa foi o Governo Regional, porque se existe contingente para motoristas de táxi, também tem de haver também para os TVDE´s”, sublinhou.

 

“Nem nos Açores nem no Continente há uma Lei destas”

 

A entrada dos TVDE na Região obrigou o Governo a adaptar a Lei nacional, mas o Executivo regional foi mais longe, cirando um contingente para os veículos descaracterizados. “Fizemo-lo no limite da Lei e da Constituição, mas o diploma verificou-se constitucional e legal, e defende o setor do táxi como nenhum outro no território português”, assegurou.

 

A coexistência entre táxis e ‘ubers’, através da legislação regional, só foi possível graças ao trabalho conjunto entre o governo, as associações e o parlamento.

“Aqui na Madeira os motoristas de táxi deram uma enorme lição de que se pode exercer a cidadania e lutar pelos direitos sem criar tumultos como se verificou no continente”, elogiou.

 

Na sua intervenção, o secretário regional de Economia salientou ainda as medidas de apoio ao setor do táxi, para diminuir o impacto da pandemia, nomeadamente a prorrogação dos certificados de motorista; a isenção do pagamento do controlo metrológico até ao final  de 2020; e o apoio ao desenvolvimento da plataforma digital para os táxis. Quanto à Táxis RAM, “vamos ajudar a que esta associação possa ter uma casa para apoiar condignamente o setor”, prometeu.


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