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Região participou no exercício de ciberdefesa do Exército Português - CiberPerseu 21

O Secretário Regional das Finanças, Rogério Gouveia, participou, esta tarde, num simulacro de ameaça e ataque cibernético a serviços críticos da Administração Pública Regional e do Serviço Regional de Saúde. 10-11-2021 Finanças
Região participou no exercício de ciberdefesa do Exército Português - CiberPerseu 21

Os eventos, em contexto simulado, decorreram no âmbito da na 10ª edição do exercício de ciberdefesa do Exército Português, “CiberPerseu 21”, tendo sido registado, num primeiro cenário, o sequestro de ficheiros críticos do Governo Regional, contendo dados pessoais, logo, informação considerada confidencial, e para o qual foi pedido um resgaste para que essa informação fosse novamente devolvida.

Neste exercício, explicou o responsável pela coordenação dos serviços públicos de informática, a opção do Governo Regional foi a de não efetuar o pagamento desse resgaste, mas recorrer a cópias de segurança (backups), que são realizadas periodicamente com vista a precaver este tipo de ocorrências.

Num segundo cenário, salientou o secretário regional, a simulação consistiu num sequestro do sistema informático que faz o tratamento e a receção dos doentes no Serviço de Urgência. Tratando-se, também aqui, de um serviço particularmente sensível e crítico, a opção foi a de reativar o serviço redundância de processamento dos doentes e tentar bloquear as redes, no sentido de interromper e conter a ameaça e, automaticamente, dar reinício ao sistema.

“Em suma, o mais importante a reter neste tipo de exercícios é a relevância que os mesmos têm para a continuação do investimento na formação das equipas que reagem a este tipo de incidentes, bem como das equipas que fazem a monitorização diária dos sistemas do Governo Regional de forma transversal”, realçou o governante, salientando que estes exercícios permitem, por outro lado, criar uma rede de trabalho e metodologias para o caso de um evento com esta gravidade ocorrer em contexto real e “ter os procedimentos perfeitamente oleados para a forma como se deve reagir e também a interação com os organismos nacionais, dado que este é um exercício de âmbito nacional”.

Em termos de cibersegurança e de ciberdefesa, reforçou Rogério Gouveia, a Região tem feito um grande investimento nesta área, quer em termos de materiais, quer em termos de formação dos recursos humanos e de softwares.

“Anualmente, investimos entre 100 e 200 mil euros nesta área. Adicionalmente ao que o Governo Regional investe, iremos aproveitar a janela de oportunidade que nos confere o Plano de Recuperação e Resiliência para intensificar esse investimento, que se prevê superior a 2 milhões de euros, até 2026”, acrescentou o secretário regional.