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Governo Regional assinala Dia Internacional da Saúde Feminina

A Secretária Regional de Inclusão Social e Cidadania, Augusta Aguiar, presidiu hoje à sessão de abertura do webinar alusivo ao tema: “Efeitos da pandemia na Saúde Feminina”, que decorreu na Quinta Magnólia, com transmissão on-line para um público mais alargado. 29-05-2021 Inclusão Social e Cidadania
Governo Regional assinala Dia Internacional da Saúde Feminina

O evento teve como objetivo assinalar o Dia Internacional da Saúde Feminina, criado em 1987, e que se celebra a 28 de maio, em todo o mundo. Este dia foi criado com o propósito de alertar a população para a desigualdade, ainda existente em alguns países, entre mulheres e homens, no acesso aos cuidados de saúde, e promover a reflexão acerca da importância da saúde feminina e do devido acompanhamento médico a todas as mulheres, sem exceção.

Vivemos hoje tempos únicos e muito desafiantes, que nos colocam à prova diariamente, pelo que o Dia Internacional da Saúde Feminina se comemora num quadro excecional, com Portugal e o mundo a viverem uma crise sanitária global, que está a expor as desigualdades entre os países que têm serviços públicos de saúde e de proteção social capazes de defender os seus povos desta pandemia, e os países que não têm capacidade de garantir esses direitos fundamentais às populações.

Assim, o tema escolhido pelo Governo Regional em 2021, para assinalar esta data, foi alusivo aos “Efeitos da pandemia na Saúde Feminina”, nas três fases da vida da mulher, nomeadamente a adolescência, a idade adulta e a 3.ª idade, abordando-se, em cada um desses painéis, os desafios enfrentados pelas mulheres, em cada etapa da sua vida.

Há mais de um ano que o mundo sofre com os efeitos da pandemia da COVID-19, a maior do último século. Além de enfrentarem os impactos na saúde e na economia, as populações tiveram de lidar com os desafios de uma nova rotina, gerada pelo isolamento social. Nesse cenário, muitas mulheres acabaram por acumular um número ainda maior de funções, e por negligenciar a sua própria saúde. Um relatório publicado pela “Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres”, entidade internacional direcionada para a promoção da igualdade de género, destacou que as mulheres, além de estarem mais expostas ao vírus, por representarem 70% dos profissionais da área de saúde a nível mundial, bem como por serem a maioria noutras profissões da linha da frente, em contexto de pandemia, estão, em simultâneo, a ser mais sobrecarregadas com tarefas domésticas e cuidados com os outros membros da família.

Com todos estes fatores, as mulheres acabam por dar pouca atenção à sua saúde, tanto física quanto mental.

Augusta Aguiar referiu na ocasião que “é fundamental, mantermo-nos atentos e vigilantes em relação a estes assuntos, e sensibilizar a população para a importância dos cuidados com a saúde feminina. Por outro lado, é importante continuar a implementar políticas de promoção da igualdade de género, para reforçar os ganhos que têm vindo a ser conquistados em termos de oportunidades económicas para as mulheres e, assim, diminuir as desigualdades de género que ainda persistem”.

“Torna-se fundamental adotar políticas capazes de promover a retoma da economia e mitigar os efeitos negativos da crise sobre a população em geral, e as mulheres em particular, continuando o caminho para uma melhor e mais justa organização social,  transversal às mais distintas faixas etárias, realidades e estratos sociais que deve equilibrar sem discriminar, garantindo igualdade de oportunidades e uma vivência onde as diferenças coexistem e são respeitadas e há interligação entre entidades, em prol de uma sociedade cada vez mais coesa e igualitária”, concluiu a governante.


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