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Secretário regional de Mar e Pescas assiste ao leilão na nova lota do Funchal e regista sugestões dos pescadores

O secretário regional de Mar e Pescas destacou “as condições ímpares” das novas instalações da lota do Funchal onde diariamente decorre o leilão do pescado. 06-04-2021 Mar e Pescas
Secretário regional de Mar e Pescas assiste ao leilão na nova lota do Funchal e regista sugestões dos pescadores

 

O secretário regional de Mar e Pescas destacou “as condições ímpares” das novas instalações da lota do Funchal onde diariamente decorre o leilão do pescado. Três meses depois da transferência dos serviços das antigas instalações para o novo edifício, Teófilo Cunha foi assistir ao leilão, avaliar com os responsáveis das lotas e entrepostos frigoríficos a forma como tem decorrido o processo de adaptação e registar as sugestões dos pescadores e armadores.

 

O processo de transferência dos serviços técnicos e administrativos das antigas instalações para a nova lota do Funchal – que está para ser inaugurada pelo presidente do Governo Regional - iniciou-se em dezembro de 2020 e três meses depois a adaptação ao novo edifício está praticamente concluída.

 

O secretário regional de Mar e Pescas fez questão de deixar decorrer um período experimental para só depois conhecer a opinião dos pescadores, armadores e funcionários sobre o funcionamento e a necessidade ou não de proceder a ajustamentos “normais”, quando “se faz uma transferência de serviços com esta dimensão”.

 

Teófilo Cunha conciliou a visita à nova lota com um outro objetivo: assistir ao habitual leilão de pescado. Muito antes das seis da manhã, o governante presenciou a descarga de várias toneladas de peixe-espada, outras tantas de cavala e chicharros e ainda alguns atuns rabilhos. “Está a ser uma manhã muito boa”, murmurava um armador.

 

Uma grande parte do pescado, sobretudo peixe-espada, passou pela lota sem ir a leilão porque o armador tinha contrato prévio assinado com uma das empresas de transformação. Mas, numa manhã de “grande pescaria”, o que não faltou foi peixe em leilão.

 

Nestes tempos da tecnologia, a arrematação faz-se através de um sistema eletrónico. A bancada destinada aos compradores encontrava-se concorrida de pequenos e médios comerciantes, cada deles um munido de um comando eletrónico para dar ordem de arrematação ao melhor preço.

 

O secretário regional assiste ao frenesim. É abordado por pescadores e armadores que lhe reportam “pequenos problemas” com os novos guinchos que auxiliam na descarga das caixas de pescado. Depois de uma troca de impressões, o “problema” afinal parece que não é dos guinchos, mas estará relacionado com a subida e descida das marés, ciclos que podem criar dificuldades na acostagem de algumas embarcações, dependendo da altura do barco.

 

“Em qualquer lado, qualquer mudança que se faça, as pessoas demoram muito a se adaptar”, ia explicando o secretário regional a quem levantava dúvidas. “Mas, com o andamento e verificando o que se pode alterar ou não, as pessoas acabam por acostumar-se às mudanças.”

 

Teófilo Cunha sublinha o valor do novo investimento, na ordem dos cinco milhões de euros, as condições “ímpares” das instalações para a segurança e qualidade do pescado, a área das descargas que antes não tinha cobertura, e o facto de agora a lota contar com a presença assídua de inspetores, o que constitui uma novidade.

 

“Não são pequenos pormenores que impedem a lota de funcionar bem”, sublinha o governante. “Aos olhos de todos nós, é uma lota com muito mais espaço, muito mais higiene e tudo isso permite-nos colocar à mesa dos consumidores produtos de melhor qualidade, porque há mais técnicos e uma inspeção que antes não tínhamos.”

 

Mesmo assim, Teófilo Cunha reconhece que “é preciso acertar alguns pormenores” quanto ao uso das gruas e dos guinchos, acredita que o tempo e a paciência irão “trazer a normalidade”.


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