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Teófilo Cunha satisfeito com abertura de ciclos de estudo na UMa para a área do mar

Secretario regional do Mar e Pescas esteve presente em seminário sobre lixo marinho, e gostou da ideia do reitor da UMa de avançar com um ciclo de estudos na área do mar. 17-11-2022 Mar e Pescas
Teófilo Cunha satisfeito com abertura de ciclos de estudo na UMa para a área do mar

O Secretário Regional do Mar e Pescas, Teófilo Cunha, mostrou-se esta quarta-feira, “bastante satisfeito” e “entusiasmado” com a ideia da Universidade da Madeira (UMa) avançar com um ciclo de estudos dedicado ao mar.

 

“É uma excelente ideia. Um projeto que faz todo o sentido e que nós teremos todo o interesse e vontade que seja concretizado”, disse Teófilo Cunha aos jornalistas, referindo-se à vontade manifestada pelo reitor da UMa, Sílvio Moreira Fernandes, de abrir a curto prazo uma licenciatura na área do mar, e depois, a exemplo do que foi feito na área do Turismo, completar esse ciclo de estudos com mestrados e um doutoramento.

 

“Nos últimos anos tem sido feito um trabalho notável ao nível da investigação, por várias entidades como o MARE Madeira, o Museu de História Natural do Funchal, a Estação de Biologia Marinha do Funchal e pela própria Direção Regional do Mar. Temos um enorme potencial, um imenso património e temos que saber aproveitá-lo”, referiu o secretário regional, à margem do seminário ‘Pressões Humanas no Mar Profundo da Madeira’. Uma organização da Direção Regional do Mar, que serviu para assinalar o Dia Nacional do Mar e revelar as primeiras conclusões do Projeto DEEP-ML.

 

O estudo, que começou com a Direção Regional de Ambiente e Alterações Climáticas e está a ser liderado pela Direção Regional do Mar, incidiu na promoção do conhecimento sobre as quantidades, distribuição espacial e composição do lixo-marinho na costa Sul da ilha da Madeira, do litoral às grandes profundidades. Os primeiros dados apurados, sintetizou a diretora regional do Mar, Mafalda Freitas, indicam que “46% do lixo identificado” são itens ou fragmentos de vidro ou cerâmica. “São maioritariamente garrafas, azulejos e outros materiais de construção”, pormenorizou, acrescentando que do restante material encontrado, perto de 36% foram plásticos:  linhas de pesca, sacos, cabos de embarcações e redes de pesca. “Entre os vários locais inspecionados, a zona em frente ao Garajau, com maior proximidade ao centro urbano do Funchal, às suas infraestruturas e às três ribeiras que desaguam na baía, foi aquela com maior densidade de lixo, com prevalência do material de construção, seguido dos vidros e das linhas de pesca.”

 

A investigação, mereceu elogios de Teófilo Cunha. “Um trabalho importante, pioneiro na Madeira, que nos vai ajudar a entender melhor o nosso impacto e as formas de pressão que temos exercido no Mar”, disse, lembrando que “só conhecendo e compreendo é que é possível preservar e adotar práticas mais sustentáveis”.

 

O mar, concluiu o secretário regional, representou no ano passado à volta de 22 milhões de euros no setor das pescas e da aquacultura. “Um valor que este ano será ultrapassado, e que se junta à receita gerada pelas atividades marítimo-turísticas, e pela importância que, enquanto cartaz, tem no Turismo, o nosso motor económico.”


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