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Melhor ano das pescas

O secretário regional de Mar e Pescas anunciou durante a discussão do Programa de Governo, na Assembleia Regional, que o pescado descarregado em lota irá bater novo recorde 25-11-2019 Mar e Pescas
Melhor ano das pescas

 

Uma boa notícia para armadores e pescadores: 2019 poderá vir a ser o “melhor ano” das pescas na Região, dos últimos 12 anos. Os indicadores disponíveis indicam nesse sentido e o secretário regional de Mar e Pescas (SRMar) vincou o assunto, durante a apresentação do Programa de Governo, na Assembleia Legislativa da Madeira (ALM).

“O valor do pescado descarregado na lota do Funchal, até Agosto de 2019, foi de 18,6 milhões de euros, um acréscimo de 45% quando comparado com o período homólogo de 2018”, declarou Teófilo Cunha, que se revela optimista: “Estima-se que este ano possa vir a ser o melhor ano, desde 2007, ultrapassando-se os 21,7 milhões de euros de valor das capturas descarregadas. São números animadores, mas queremos ser mais ambiciosos.”

Com o sector das pescas em alta, o governante diz que um dos objetivos do Governo Regional é assegurar as quotas de atum e peixe-espada, mas anuncia um desígnio da sua governação: “Temos de promover a substituição da frota pesqueira, envelhecida e obsoleta, em especial a frota que se dedica à pesca do peixe-espada-preto, recorrendo para o efeito aos fundos comunitários”, sublinha.

O acesso ao mar é outro dos objectivos. “Vamos salvaguardar o acesso público ao mar. Conservando, reabilitando e valorizando os acessos já existentes e criando condições para o aparecimento de novos acessos.”

A política do mar tem um caminho: “Iremos suportar as nossas decisões políticas no conhecimento, na investigação, ciência e tecnologia, em respeito pela biodiversidade e de maneira a preservar a qualidade dos ecossistemas marinhos e costeiros. Queremos desenvolver políticas integradas. Fomentar a cooperação entre setores público e privados. Acentuar a cadeia de valor. Integrar a organização de um Cluster do Mar na Região.”

Um dos assuntos mais sensíveis da secretaria de Mar e Pescas é a aquacultura. Teófilo Cunha recorre a estudos científicos para dizer que 60% do consumo mundial de peixe provém da aquacultura e nota que os portugueses são o segundo povo do mundo na lista dos que mais peixe consomem, com 58 Kg/per capita, logo atrás do Japão.

O titular da pasta do Mar cita relatórios da FAO – Organização para a Alimentação e Agricultura – que reconhece a aquacultura como “um modelo sustentável” para satisfazer as necessidades das populações, e refere indicadores do governo português para o sector: “Portugal prevê um crescimento anual de 12%, atingindo em 2023 um total de 35.000 toneladas”, sublinha.

 

 


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