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Descarga de peixe-espada só no porto do Funchal

O porto de pesca do Funchal passa a ser o único em toda a Região onde os pescadores podem proceder às descargas de peixe-espada. A medida surge na sequência da implementação do cordão sanitário à freguesia de Câmara de Lobos. 19-04-2020 Mar e Pescas
Descarga de peixe-espada só no porto do Funchal

O secretário regional de Mar e Pescas anunciou esta terça-feira que o porto de pesca do Funchal passa a ser o único onde a frota de peixe-espada pode proceder às descargas de pescado em lota. 

 

O governante afirma que se trata de uma medida para salvaguardar a saúde pública da população da Região Autónoma e de todos quantos trabalham no setor das pescas, mas tem também em linha de conta a saúde e a segurança dos pescadores.

 

Teófilo Cunha esteve terça-feira várias horas na lota do Funchal a articular com os responsáveis dos serviços novas medidas de segurança e de proteção, na sequência da cerca sanitária decretada pelo Governo Regional à freguesia de Câmara de Lobos, desde as 00h00 de domingo. 

 

A medida apanhou em plena faina algumas embarcações de pesca de Câmara de Lobos, havia alguns dias, outras fizeram-se ao mar horas antes de ter sido decretado o cerco sanitário. Os portos de Porto Moniz e da Calheta foram o refúgio para alguns espadeiros, mas para evitar conflitos sociais, a secretaria regional de Mar e Pescas decidiu que o porto do Funchal passa a ser o único porto onde podem ser feitas as descargas de pescado. 

 

“As embarcações já estavam sujeitas aos planos de contingência derivados do combate à pandemia Covid-19, em conjugação com os planos de contingência da lota, mas agora, com a questão da cerca sanitária, tivemos de reforçar as medidas, em articulação com a secretaria regional da Saúde”, disse o governante, para esclarecer. “Quando a embarcação regressa a terra, os pescadores permanecem dentro dos barcos e as descargas são feitas pelos serviços. Os pescadores não põem pé em terra. Se pretenderem voltar ao mar, têm de providenciar os abastecimentos de que precisam, se não quiserem voltar ao mar têm de cumprir a quarentena obrigatória.”


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