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Dissuasão tem sido eficiente

O governante com a tutela desta área falava na abertura das 1ª Jornadas Atlânticas para a Dissuasão da Toxicodependência, que decorrem no dia de hoje, no Auditório do Comando Regional da Madeira da Polícia de Segurança Pública, tendo como público-alvo os órgãos de polícia criminal, técnicos de saúde, educação e serviço social. 24-09-2018 Saúde
Dissuasão tem sido eficiente

O secretário regional da Saúde, Pedro Ramos destacou hoje, o papel decisivo,  que a comissão regional de dissuasão da toxicodependência tem tido na redução do consumo de substâncias psicoactivas na Região. “O trabalho tem sido bem conseguido” afirmou Pedro Ramos, elogiando a capacidade técnica e diferenciada dos elementos que a compõem. O governante considerou que tem havido “um acompanhamento diferente e dissuasor”, que tem sido ”minimizador daquilo que, de facto, poderia ser usado como penalização”.

  O governante com a tutela desta área falava, desta forma na abertura das 1ª Jornadas Atlânticas para a Dissuasão da Toxicodependência, que  decorrem no dia de hoje, no Auditório do Comando Regional da Madeira da Polícia de Segurança Pública, tendo como público-alvo os órgãos de polícia criminal, técnicos de saúde, educação e serviço social.

O trabalho em equipa “minucioso e meritório” , que tem permitido caracterizar o nosso utente - sexo masculino, com idade de consumo entre os 20 e os 24 anos preferencialmente, com instrução, activo, com idade de início entre os 16 e os 19 anos e, actualmente, consumidor de canabinóides -, o que vem demonstrar uma melhoria nesta tendência, e uma margem de segurança, pois há uns anos atrás a heroína era a droga mais consumida”, realçou Pedro Ramos.

O secretário regional da Saúde, deu ainda conta que se em 2012 tinham ocorrido mortes por causa das Novas Substâncias Psicoativas (NSP), mais de 500 internamentos e gastos públicos que ascenderam a mais de 100 mil euros, actualmente esses números tornaram-se irrisórios.

A organização deste evento é coordenada pela Comissão para a Dissuasão da Toxicodependência da Região Autónoma da Madeira e versa obre as temáticas da Descriminalização do Consumo de Substâncias Psicoativas Ilícitas, Saúde Mental, Dependências e Intervenção em Dissuasão.

Esta iniciativa surge na sequência da importância da discussão desta realidade sob vários prismas -sejam eles políticos, jurídicos, sanitários, científicos ou sociais-, pelo que conta com a intervenção de entidades de variadas áreas do conhecimento, tendo em conta a originalidade do modelo português.

Refira-se que as Comissões para a Dissuasão da Toxicodependência tem como missão promover a dissuasão do consumo de substâncias psicoativas ilícitas e a diminuição das dependências, constituindo-se como um serviço ímpar, de referência regional, nacional e internacional, na operacionalização da Lei nº 30 de 2000. Estas comissões consideram os problemas dos consumos de substâncias psicoativas ilícitas como problemas que são tratados em primeiro lugar e sobretudo no domínio da saúde. 

A dissuasão é tida como uma estratégia inovadora, que foi ao encontro dos consumidores, tratando-os como pessoas que precisam de ajuda e não de repressão, acentuando o princípio não estigmatizador, terapêutico e humanista deste modelo. A toxicodependência tornou-se, assim, um desafio clínico e não um assunto de Justiça e por isso operam num modelo integrado na charneira entre a prevenção, o tratamento, a redução de riscos e a reintegração dos consumidores de drogas ilícitas.

Prevenção, dissuasão, minimização e intervenção são verbos indispensáveis à estratégia de resposta ao panorama das drogas e que têm que ser conjugado com a palavra de ordem: articulação.