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“A Madeira não seria a mesma sem o Museu de Arte Sacra”

Contrato-programa entre a Secretaria de Turismo e Cultura e aquele museu foi recentemente celebrado. MASF introduziu novidades para captar novo e mais público 10-05-2022 Turismo e Cultura
“A Madeira não seria a mesma sem o Museu de Arte Sacra”

Foi oficializado recentemente o contrato-programa entre a Secretaria Regional de Turismo e Cultura (Direção Regional da Cultura) e o Museu de Arte Sacra do Funchal que visa a atribuição de 90 mil euros para comparticipação financeira das despesas de funcionamento daquela instituição em 2022, abrangendo as suas despesas ordinárias no que respeita à atividade e às instalações, pessoal, equipamentos e outras congéneres.

Na ocasião, o secretário regional de Turismo e Cultura, Eduardo Jesus, referiu a importância do MASF para a Região e salientou o trabalho que tem sido desenvolvido por esta instituição, desde a sua criação em 1955, a qual foi muito impulsionada pelo atual bispo emérito do Funchal, D. Teodoro Faria, e o projeto que está agora em curso a cargo de João Henrique Silva e Martinho Mendes. Por essa razão, o governante agradeceu a dedicação e empenho de todos os colaboradores do MASF em todas as funções, cada uma delas com importância para o todo, “porque a Madeira não seria a mesma sem o Museu de Arte Sacra e a nossa história não teria o mesmo significado sem este registo que delicia qualquer visitante”, disse.

Eduardo Jesus referiu ainda que “o apreço que existe por este museu tem uma razão histórica, mas também tem uma razão emocional e é bom que fique sempre preservado no sentimento dos madeirenses. Este é um museu da Madeira que conta boa parte da história do mundo, da história da Madeira no mundo e no mundo na Madeira. Não é por acaso que é um dos museus de referência da Região”, salientou o governante acrescentando que o momento de celebração do contrato-programa, que decorreu nas instalações do Museu, foi especial porque marcou também a concretização de um compromisso assumido há poucos anos.

Esse compromisso, que visava uma cooperação no sentido do estabelecimento de uma estratégia partilhada de desenvolvimento e promoção do MASF, tinha também por base um aumento no apoio anual atribuído pelo Governo Regional. Ora, depois de no ano passado já ter existido um acréscimo de 11 mil euros relativamente ao valor de 2020 e anos anteriores (passou de 64 mil para 75 mil euros), neste ano há um aumento de 20% comparativamente com 2021.

O diretor do MASF, João Henrique Silva, começou por agradecer não só o facto do contrato-programa ter sido celebrado no museu, mas sobretudo pelo “incremento do apoio financeiro atribuído que realiza aquilo que foi prometido”, ressalvando ainda que o apoio do Governo Regional comprova quanto o executivo reconhece esta instituição como um “importante património da Região”.

João Henrique Silva disse ainda que o aumento do apoio permitirá fazer face às despesas correntes e também pensar mais ao nível do trabalho de divulgação e de marketing para conquistar mais e novos visitantes. Aliás, nos últimos meses, o MASF já introduziu algumas mudanças nesse sentido, como a criação de um bilhete com 50% de desconto para os residentes na Região. Foi ainda unificado o preço do bilhete que estava antes dividido em dois (agora o ingresso inclui a visita ao museu e a visita à torre) e foram colocados bilhetes à venda na Sé e na Igreja do Colégio, assim indo de encontro aos turistas que vistam esse património e que procuram, também, o Museu de Arte Sacra. No mesmo sentido e para responder ao turismo que visita a Madeira, foi efetuada uma ligeira alteração no horário: desde o dia 2 de maio, o museu passa a estar aberto à segunda-feira. “Em abril aumentámos em 50% as receitas face ao mês de março”, disse ainda o responsável, que adiantou estar a ser preparada, para inauguração a 1 de julho, dia da criação do MASF, uma nova exposição temporária.

Também presente na cerimónia, o bispo emérito do Funchal, D. Teodoro Faria, recordou o árduo processo de criação do museu diocesano e a proveniência de algumas das peças que estão ali expostas, sublinhando que o esforço valeu a pena para hoje a Madeira ter “um espaço desta categoria”.  


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