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"Museus em Festa” valorizam Património e História da Madeira

Novo projeto infantojuvenil inserido nas Comemorações dos 600 Anos 03-07-2019 Secretaria Regional do Turismo e Cultura
"Museus em Festa” valorizam Património e História da Madeira

A Secretária Regional do Turismo e Cultura visitou hoje a Casa-Museu Frederico de Freitas no âmbito do novo projeto infantojuvenil “Museus em Festa”, que envolve, durante todo o mês de Julho, cinco museus tutelados pelo Governo Regional e que se encontra integrado no Programa de Comemorações dos 600 Anos do Descobrimento das Ilhas da Madeira e Porto Santo. 

Na visita ao “Jardinarte – à volta dos azulejos”, cuja actividade se desenvolve sobre os seis séculos de história do Arquipélago, em azulejos, direcionado a crianças entre os sete os doze anos e que hoje, contou com presença da ceramista, Paula Gomes, da oficina “O azul desejo”, do Paul do Mar, numa sessão prática de introdução aos materiais e pintura da azulejaria, Paula Cabaço destacou a adesão à iniciativa, realçando ainda o trabalho, em rede, efectuado pelos vários museus que durante todo o mês de Julho estarão com actividades dirigidas, com particular incidência, para o público infantojuvenil.

Por outro lado, o projecto “Museus em Festa” possibilita «a ocupação, simultaneamente, pedagógica e lúdica dos participantes», visto que, desta forma, «aprendem temas e factos muito importantes da história dos 600 Anos da Madeira e Porto Santo».

Além do mais, o “Museus em Festa” cumpre um dos objectivos da programação das Comemorações dos 600 Anos do Descobrimento das Ilhas da Madeira e Porto Santo. Em concreto, «o de ser o mais abrangente possível e de chegar a vários públicos. Neste caso, os mais jovens», contribuindo, de igual modo, «com estas actividades, para a valorizacão  da nossa história, do nosso património e dos nossos espaços museológicos».

O “Jardinarte – à volta dos azulejos”, que termina no dia 05 de Julho, prossegue, amanhã, com a visita ao Convento de Santa Clara, um dos monumentos regionais mais ricos em azulejos.

Depois da Casa-Museu Frederico de Freitas, segue-se o MUDAS. Museu de Arte Contemporânea, de 8 a 13 de Julho, O Museu Quinta das Cruzes, de 16 a 19 de Julho, o Museu Etnográfico da Madeira, de 23 a 25 de Julho e o Universo de Memórias João Carlos Abreu, de 29 a 31 de Julho.

No “MUDAS” serão muitas as actividades programadas para este projecto e que visam não só promover o “diálogo” com o espólio do museu, como também a reflexão sobre o passado e presente do arquipélago. “Pão de açúcar”, o primeiro, vai registar em 600 peças, em cerâmica terracota, o ciclo económico do açúcar, “Jardins impressos”, o segundo, abarca o povoamento da Madeira e Porto Santo com a produção de imagens sobre a flora endémica da Região, a terceira e quarta, “Manchas que contam histórias” e a “Forma do horizonte” pretendem a exploração de técnicas de desenho e pintura, abordando, com este objectivo, os diversos conteúdos da história dos 600 anos do arquipélago, “Viagem guiada / visita poético-musical”, a quinta vai proporcionar a apresentação de desempenhos performativos enquadrados numa viagem pelos espaços do “MUDAS”, em que os viajantes serão guiados por Dom Duarte de Brito e Dona Joana Cabral, os primeiros moradores da Casa das Mudas, “Concerto para bebés”, a sexta, vai colocar em diálogo a coleção do museu com apontamentos musicais, de forma a estimular sensorialmente os bebés num ambiente mágico de sons, cores e formas, por fim, “O horizonte – conta um conto” cujo centro serão as obras que integram a exposição de Jorge Martins presentemente em exibição e que incluirá apontamentos musicais e contadores de estórias.

Refira-se que este conjunto de actividades da semana pedagógica “MUDAS.HOTsummer” destina-se a público que vai desde as creches, infantários, escolas, lares, centros de dia, centro de desenvolvimento e programas de ocupação de tempos livres.

Na terceira semana de Julho, entre 16 e 19, entra em cena o Museu da Quinta das Cruzes com 6 séculos, 6 histórias” em que com seis contos, respectivamente, “A Casa das Cruzes”, “A Quinta das Cruzes”, “Funchal: porto de ligação para o mundo”, “Viagens em papel”, “Um museu de artes decorativas”, “O objecto de ontem, testemunhos do amanhã” que se iniciam no século XVI até alcançarem o actual, o XXI, contam, através de um conjunto de objectos não só a história do próprio museu como também a da Madeira e Porto Santo.

Na quarta semana, nos dias 23, 24 e 25, o Museu Etnográfico da Madeira organiza o “Sardas e nave sacarina” que inclui a apresentação do livro homónimo, de António pascal, Lídia Góes Ferreira e Nélia Reis,  com leituras sucessivas e sensibilização para o património cultural, a que se junta a “Urban kids skecthers”, isto nos três dias das actividades, cujos principais temas são a descoberta da Madeira, o desbravamento da floresta, o trigo, açúcar, vinho e turismo, o aparecimento dos engenhos (com recurso à tracção animal, energia hidráulica, vapor, electricidade).

Finalmente, a encerrar o projecto, o Universo de Memórias de João Carlos Abreu preparou para o “Museus em Festa”, nos dias 29, 30 e 31, uma abordagem literária sobre a obra “Dona Joana Rabo de Peixe”, que retrata a vivência e o quotidiano das gentes da Zona Velha da Cidade entre os anos 40 e 90 do século passado, recorrendo ao espólio do museu, neste caso, com as peças directamente relacionadas com as “estórias” que o livro conta.


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