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"Maior envolvimento do Estado na TAP deve corrigir os erros cometidos na reversão da privatização"

O secretário regional de Turismo e Cultura disse que chegou o momento da TAP olhar para a Região Autónoma da Madeira não como um simples mealheiro, mas como parte da solução da companhia aérea. 15-06-2020 Turismo e Cultura
"Maior envolvimento do Estado na TAP deve corrigir os erros cometidos na reversão da privatização"

Em declarações ao Económico Madeira, Eduardo Jesus sublinha que a rota para região autónoma é lucrativa e que tem permitido financiar outras ligações que são verdadeiros prejuízos.

“Qualquer investimento público deve atender às necessidades da população portuguesa. Neste caso em particular, todos sabemos que as acessibilidades aéreas são fundamentais para o nosso dia-a-dia e têm um impacto extraordinariamente relevante na economia regional. Um maior envolvimento do Estado na companhia deve, acima de tudo, corrigir os erros cometidos na reversão da privatização em que o Estado assumiu maiores responsabilidades sem exigir qualquer contrapartida que viesse beneficiar, nomeadamente, os madeirenses e os portossantenses”, considera o governante, em reação à decisão de Bruxelas em aprovar um apoio do Estado de 1.200 milhões de euros para a TAP, que servirá para ajudar na liquidez da empresa e fortalecer a resposta aos danos provocados pela covid-19 no setor. Um montante que está pendente da aprovação do acionista privado da companhia aérea e da construção de um plano de reestruturação da empresa.

Para o secretário regional de Turismo este é o momento certo para levar em conta “as especificidades regionais e justificar esse investimento com a resposta que tem que ser dada a quem depende exclusivamente do transporte aéreo”, acrescentando que de outra forma seria “continuar tudo na mesma e, como todos nós sabemos, é a situação que menos interessa”.

Na entrevista ao EM, o governante reforça que é preciso considerar quais são as necessidades da Região Autónoma da Madeira. “Importa conhecer junto da Região as carências sobre as quais urge atuar. Podem ser novas rotas, novas origens/destinos, outros horários, mais frequências, novas operações, parcerias com outras companhias, … um conjunto muito alargado de possibilidades”, sublinha.

Eduardo Jesus alerta que a Madeira não pode constituir uma rota rentável para a TAP sem que haja um benefício efetivo para a sua população.

“Se a TAP apresenta, ao longo de anos e anos prejuízos que agora têm de ser cobertos por todos os portugueses, importa lembrar que os madeirenses e os portossantenses já deram o seu contributo. A rota da Madeira tem permitindo financiar muitas das outras que são verdadeiros prejuízos. Nós temos, durante todo o tempo, dado o nosso contributo”, afirma.

O governante refere que a Madeira tem de ser encarada como parte da solução da TAP, tendo em conta a sua lucratividade, e sublinhou que a região quer continuar a fazer parte dessa caminhada.

Eduardo Jesus pede também “mais e melhores” ligações internacionais. “Temos carências junto da nossa diáspora, temos origens importantes para o nosso turismo que devem voltar a ter ligações diretas como já tivemos. Existem muitas oportunidades que devem, neste momento, ser atendidas”, explica.

Uma maior oferta de lugares é outra das reivindicações, bem como preços mais acessíveis.

Eduardo Jesus sublinha que “é da mais elementar justiça reconhecer que a TAP tem estado com a Região em todos os momentos e sempre que precisamos da companhia, a TAP tem estado ao nosso lado”, e que a pandemia é um exemplo.

O governante diz o desejo passa por reforça a parceria da região com a TAP, e que as características da região autónoma sejam tidas em conta.


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