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"em viagem"

Quinta Magnólia 30-01-2020 Turismo e Cultura
"em viagem"

A exposição «em viagem» assinalou a reabertura ao público da Quinta Magnólia após obras de requalificação. Espaço icónico da cidade do Funchal foi mandado edificar nos finais do século XIX pelo comerciante inglês Howard March. No decurso dos anos 30 do século XX, a quinta é configurada na sede do British Country Club sendo, mais tarde, adquirida pelo Governo Regional (1980).

Assinalando a Região Autónoma da Madeira os 600 Anos do Descobrimento das Ilhas do Porto Santo e da Madeira, o Governo Regional lançou à curadoria o repto de desenvolver uma exposição que retomando o espírito da antiga sala de exposições da Quinta Magnólia, agora renovada, a reativasse como um espaço dedicado às artes contemporâneas. Decidiu a curadoria apresentar uma exposição que operasse como uma janela para o trabalho da geração mais recente de artistas plásticos madeirenses. Uma viagem transversal aos últimos 600 anos de história deste arquipélago, centrada na contemporaneidade e na visão individual de cada um dos autores convidados a participar neste projeto.


«em viagem» reúne uma seleção de obras de vinte e dois jovens artistas plásticos de origem madeirense e procura dar seguimento a projetos desenvolvidos anteriormente como a exposição 20 Anos de Artes Plásticas na Madeira (1998) comissariada por Carlos Valente, Francisco Clode de Sousa e Isabel Santa Clara, Horizonte Móvel: Artes Plásticas na Madeira 1960-2008 que contou com a curadoria de Isabel Santa Clara e Vítor Magalhães (2008), ou Preâmbulo (2009) cuja organização esteve a cargo de Irene Lucília de Andrade.
Compreendendo uma diversificada seleção de obras de arte identificativa da criatividade e individualidade de cada um dos artistas que integram este projeto, este circuito expositivo inclui desenho, fotografia, pintura, escultura, vídeo e instalação. As propostas apresentadas partem de um tema aglutinador, «em viagem», uma viagem onde cada artista, dentro da sua experiência plástico-expressiva, explora as valências técnicas e tecnológicas à disposição, materializa no seu conceito a estória de um percurso, um entendimento ou vivência de viagem, sempre sob uma perspectiva pessoal que se transmuta num jogo de memória afetiva do lugar, das formas ou mesmo de objetos, à primeira vista, sem relação aparente, mas que se articulam gerando dinâmicas narratoriais com uma forte ligação à natureza da ilha e à condição insular. Ou seja, uma viagem histórica, fílmica, emotiva, poética e pessoal que deambula entre "eu" físico e emotivo, na ilha e para a ilha ou, quiçá, da ilha para os mundos.

Acompanhando estas intervenções e cruzando narrativas que potenciarão leituras transversais de fruição vivenciada e pessoal estarão vinte e dois textos críticos da autoria de várias personalidades do campo das artes plásticas e investigação que, com uma função de espelho, mediarão o diálogo entre o artista e público — o eu e o outro desta estória. Estes textos são da autoria de Ana Isabel Moniz, Ana Matos, António Barros, António Rodrigues, Carlos Valente, Catarina Pestana, Duarte Encarnação, Emanuel Gaspar, Filipa Venâncio, Francisco Clode de Sousa, Hugo Olim,
Idalina Sardinha, Isabel Santa Clara, Luísa Spínola, Márcia de Sousa, Martina Emonts, Rita Rodrigues, Patrícia Sumares, Paulo Ladeira, Teresa Gonçalves Lobo, Teresa Jardim e Vítor Magalhães.
A exposição «em viagem», patente no Centro Cultural da Quinta Magnólia.


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