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Valorize, compre o que é nosso

Artesanato Madeirense 01-06-2020 Turismo e Cultura
Valorize, compre o que é nosso

Tendo em conta as contingências provocadas pelo vírus COVID-19 e os limites que nos foram impostos por esta situação, o Museu Etnográfico da Madeira tem procurado quebrar as limitações impostas pelo isolamento físico, com partilhas virtuais, que permitam manter o envolvimento com os seus públicos. Através do nosso património, da nossa Cultura, procuramos manter viva a nossa Identidade e alimentar a esperança, através da criatividade. E porque é um momento crítico para a nossa economia, decidimos criar esta rubrica, “ARTESANATO MADEIRENSE – Valorize, compre o que é NOSSO”, procurando contribuir, desta forma, para a sua recuperação. Através da partilha de obras de artesanato, de produção regional, pretendemos dar a conhecer os artesãos madeirenses e incentivar a população em geral, a comprar o que é NOSSO. 

Esta semana, divulgamos os trabalhos em VIME de FERNANDO HUMBERTO DE CASTRO. O vimeiro cultivado na Madeira é um cruzamento da espécie do género Salix alba L. (choupos) com o Salix fragilis L. (chorões). A sua cultura estava espalhada por toda a ilha, principalmente nos terrenos húmidos, leitos das ribeiras, lameiros e próximos das levadas. O vime é um material de origem vegetal, utilizado desde tempos primitivos. É a haste mole, flexível, comprida, delgada e resistente do vimeiro e constitui a matéria-prima para a produção de diversos artefactos. Em termos formais e funcionais, a “obra de vimes” divide-se em três categorias: a obra leve (cestos para flores e pequenos objetos), a obra média (cestos de vários formatos para uso doméstico e cestos utilizados na tarefas agrícolas, como os “cestos vindimos”) e mobiliário (cadeiras, mesas, etc.) O vime teve um papel fundamental no quotidiano madeirense, já que era utilizado na confeção de vários objetos utilitários e decorativos e constituía uma matéria-prima privilegiada na produção cesteira madeirense. Ao natural ou previamente preparado, era utilizado na confeção dos mais variados cestos, sendo usado, também, no empalhamento de garrafas e garrafões. A cultura do vime, outrora muito abundante na Ilha da Madeira, resume-se atualmente a pequenas produções com destaque para as freguesias da Camacha, Boaventura e Curral das Freiras. Fernando Humberto de Castro, residente no concelho da Ribeira Brava, confeciona cestaria em vime e dedica-se, também, ao empalhamento de garrafões, utilizando a “liaça”, como matéria-prima.


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