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Artesanato Madeirense

Valorize, compre o que é nosso 24-06-2020 Turismo e Cultura
Artesanato Madeirense

Tendo em conta as contingências provocadas pelo vírus COVID-19, o Museu Etnográfico da Madeira procurou quebrar as limitações impostas pelo isolamento físico, com mais partilhas virtuais, que permitem manter o envolvimento com os seus públicos. Através do nosso património, procuramos manter viva a nossa Identidade e alimentar a esperança, através da criatividade.
E porque é um momento crítico para a nossa economia, decidiu criar esta rubrica, “ARTESANATO MADEIRENSE – Valorize, compre o que é NOSSO”, procurando contribuir, desta forma, para a sua recuperação.
Através da partilha de obras de artesanato, de produção regional, o museu pretende dar a conhecer os artesãos madeirenses e incentivar a população em geral, a comprar o que é NOSSO.
Esta semana, divulgamos o trabalho de TANOARIA de Emanuel Nóbrega, uma atividade ligada à indústria vinícola.
Antigamente, existiam muitos tanoeiros na cidade do Funchal a trabalhar por conta própria nas suas “tendas” (oficinas) ou a prestar serviço nas casas vinícolas. A presença destes profissionais na nossa cidade está representada na toponímia da cidade, existindo uma rua com a designação destes artífices: Rua dos Tanoeiros.
Atualmente, apenas a “Madeira Wine Company” e o Instituto do Vinho, Bordado e Artesanato da Madeira possuem destes profissionais ao seu serviço.
Emanuel Nóbrega é natural do Funchal e exerce este ofício há longos anos. Aprendeu a arte com apenas doze anos, na antiga Vinificadora do Bom Jesus, onde o seu pai trabalhava, tendo lá permanecido durante vinte e quatro anos. Após esse período, trabalhou por conta própria e atualmente exerce funções na Madeira Wine Company. Possui, no entanto, uma pequena oficina na sua residência, na Rampa Cabeço dos Lombos, na freguesia do Monte.
Além do tradicional “vasilhame”, ou seja, barris, cartolas, pipas, tonéis e cubas, estes artífices também confecionam outro tipo de peças, nomeadamente medidas, funis, jarros, bancos ou mesas.
As principais ferramentas usadas pelos tanoeiros são a "plaina", os "chaços", a "enxó", os "sagotes", a "serra de voltear", o "malho", o compasso, os "cutelos", a "pua", o “trade”, o “rebote” e a "bigorna". O banco de tanoeiro, popularmente conhecido por “muleta”, utilizado nas operações de "lavrar", ou seja de preparação das madeiras, é uma peça de referência deste ofício. Atualmente já utilizam máquinas, nalgumas fases do processo de fabrico.
Na confeção dos artefactos, utilizam como matéria-prima, diferentes tipos de madeira: carvalho americano, castanheiro, acácia, mogno ou urze. Os aros, utilizados na montagem dos artefactos, são de ferro.


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