Comunicado

O presidente da Câmara Municipal do Funchal, em “conversa” com o DN, cujo teor é reproduzido numa notícia que hoje é publicada, volta a abordar um conjunto de temas que estão a ser tratados pelo Governo Regional e o Estado, numa abordagem à boa maneira de “conversa de café”, dizendo apenas banalidades sobre assuntos que se vê, claramente, que não sabe e que não domina. 22-07-2018 Vice-Presidência
Comunicado

O autarca, conhecido por dar murros na mesa, sem qualquer efeito prático na vida dos madeirenses e dos porto-santenses e, portanto, sem qualquer consequência para a Região, omite os verdadeiros problemas para as questões que aborda, o que denota, não só falta de preparação sobre os dossiês, como um total desconhecimento sobre aquilo que está a ser feito.

 

Dizer que quer “retirar o teto máximo, defender a entrada de uma nova companhia e não adiantar quantias exorbitantes no ato de compra das passagens” é, claramente, um tipo de afirmação que se pode fazer, eventualmente, numa “conversa de café”, mas que não reflete qualquer ideia nova, ou, sequer, uma solução ou modelo que possa ser aplicado.

 

Se não sabe, fica a saber, que o Governo Regional preparou uma proposta que prevê que os madeirenses paguem apenas 86 euros, a qual foi aprovada na Assembleia Legislativa da Madeira e na Assembleia da República, apesar dos votos contra do Partido Socialista. Curiosamente, o mesmo partido que, no seu último congresso nacional, contou com uma intervenção do autarca funchalense, com pompa e circunstância. O mesmo partido que suporta um governo da República que, recorde-se, andou a empatar as negociações com o Novo Hospital, os dinheiros dos subsistemas de saúde, as verbas dos jogos sociais da Santa Casa da Misericórdia, entre tantos outros dossiês que estão nas gavetas do governo socialista da República.

 

Por outro lado, ao contrário do autarca, o Governo Regional já adiantou, no local próprio, várias sugestões para o modelo de subsídio social de mobilidade, por forma a que os madeirenses e porto-santenses não tenham de adiantar a totalidade do custo do bilhete, propondo, inclusive, que o valor do subsídio seja coberto por um eventual fundo bancário.

 

Sobre a entrada de uma terceira companhia, como é sabido – e foi notícia na semana passada – o Governo Regional já está a desenvolver vários contactos a esse nível. Neste momento, a maior dificuldade prende-se, precisamente, com a falta de capacidade de resposta do Aeroporto de Lisboa. 

 

No que toca ao plano de contingência para o Aeroporto Internacional da Madeira – Cristiano Ronaldo, e apesar desta ser uma responsabilidade da ANA Aeroportos e não do Governo Regional, temos trabalhado com todas as entidades no sentido de resolver esta matéria. Trata-se de um dossiê complexo que envolve companhias aéreas, autoridades aeroportuárias, entre outras entidades, com responsabilidades e custos que devem ser devidamente ponderados e consertados.

 

Dizer, como foi dito pelo autarca, que a TAP é uma companhia de bandeira não pode tratar os madeirenses e porto-santenses, mas também açorianos, como qualquer outro passageiro, não tem nada de novo. A diferença é que o Governo Regional não se limita a “dizer”, tem também manifestado a sua preocupação a quem de direito, inclusive com recurso aos tribunais.

 

Estranha-se ainda que o líder local dos socialistas e o candidato do PS-Madeira nada dizerem, publicamente, sobre o voto contra do PS na Assembleia da República a propósito da aprovação do subsídio social de mobilidade e sobre a influência que o Governo Central deveria ter na definição de preços praticados pela TAP.

 

Em suma, tal como as reuniões “secretas” que manteve há tempos em Lisboa, sobre as quais não houve um único registo fotográfico – o que é estranho dada a forma expedita como costuma documentar tudo o que faz, inclusive com fotografias –, mas das quais também não resultou qualquer efeito prático nem teórico, o autarca voltou a não trazer nada de novo. Por isso, vamos deixar a “conversa” para os que gostam de falar. Da parte do Governo Regional, estaremos, como sempre estivemos, de mangas arregaçadas e prontos para o trabalho, na defesa dos interesses dos madeirenses e porto-santenses.


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