Região pretende criar capital de risco para estimular empreendedorismo

O Vice-presidente do Governo Regional anunciou, este domingo, a intenção do Executivo Madeirense de criar um capital de risco na Região. Pedro Calado, que falava na cerimónia de entrega de certificados aos participantes na 8.ª Oficina do Empreendedor-Startup Madeira, adiantou que, o objetivo desse organismo será o de apoiar e fomentar o aparecimento de novos projetos empreendedores. 29-10-2018 Vice-Presidência
Região pretende criar capital de risco para estimular empreendedorismo

Pedro Calado apelou, também, para que os jovens empreendedores tenham iniciativa e deem os passos necessários para concretizarem as suas ideias e estejam preparados para a necessária mudança de mentalidades, face a um mercado cada vez mais competitivo e exigente.

Tal como afirmou o governante, não basta lançar sementes, e o facto de  estarmos numa região insular e ultraperiférica não impede que se dê o salto, apontando, inclusive, o exemplo de muitos peritos internacionais estarem a vir trabalhar na Madeira e no Porto Santo, mas também o exemplo de algumas empresas, em especial na área das novas tecnologias, estarem já a trabalhar para todo o mundo, ao nível do que de melhor se faz neste domínio.

Perante uma audiência onde estavam, também, algumas pessoas desempregadas e com experiência de vida, Pedro Calado, disse que hoje todos estas pessoas, muitos deles jovens, têm à sua disposição um conjunto de ferramentas que, antes, não existiam, destacando, a este nível, o papel da Startup Madeira.

Tal como recordou, a Startup Madeira, que já existe há mais de 20 anos, já apoiou mais de 1.700 pessoas, dando-lhes novas competências na área do empreendedorismo e ajudando-os a concretizarem ideias e projetos, alguns deles já concretizados e com grande sucesso.

Na oportunidade, Pedro Calado insistiu que para que os empreendedores sejam bem-sucedidos precisam interiorizar o esforço que é necessário fazer e a dedicação que devem ter para alcançarem os seus sonhos, para concretizarem os seus projetos. E isso, referiu o governante, não pode ser alcançado numa lógica das “9 às 5”. É preciso muito mais que isso. Esses objetivos só se conseguem com coragem e proatividade.