A Rede Regional de Cuidados Continuados Integrados da Madeira assume um papel cada vez mais central no apoio à população, respondendo a situações de fragilidade física e social através de um modelo que une saúde e apoio social.
Em entrevista, a Diretora Regional, esclareceu que os cuidados continuados são uma resposta assistencial que visa a reabilitação e readaptação funcional dos doentes, promovendo o regresso a casa com segurança sempre que possível. Esta rede assenta numa parceria entre o setor da saúde e o setor social, com forte envolvimento de cuidadores informais e das famílias.
A entrada na rede não é feita por iniciativa direta dos utentes ou famílias, como acontece nas estruturas residenciais. O acesso é feito mediante referenciação pelas equipas de saúde dos centros de saúde ou dos hospitais, com base numa avaliação clínica e funcional.
Existem diferentes tipologias dentro da rede, consoante a duração e o objetivo dos cuidados:
Quanto à comparticipação financeira, Ana Clara Silva explicou que os cuidados de saúde são totalmente cobertos pelo setor público. Já os serviços de apoio social — como alimentação, animação socio cultural e ou outros serviços como lavandaria — estão sujeitos a comparticipação consoante os rendimentos do utente. Caso este não tenha capacidade financeira para o encargo total , o Governo Regional assegura a diferença ou mesmo a totalidade quando se constata a inexistência de rendimentos.
Atualmente, a região conta com 27 camas de curta e média duração e 399 camas de longa duração e manutenção. Há ainda planos de expansão ambiciosos, com mais de 280 camas previstas, no âmbito do PRR, e a criação de novas unidades tanto no setor público como privado.
Para assistir à conversa na íntegra, basta aceder ao seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=zboxMBviIws&t=3s