O Secretário Regional de Agricultura e Pescas, Nuno Maciel, visitou o projeto, já concluído, de descarbonização da unidade industrial do Engenho Novo da Madeira, no Parque Empresarial da Calheta.
Com este investimento numa unidade produtiva totalmente reestruturada, o Engenho Novo da Madeira deu um importante passo na modernização da sua atividade, reforçando a eficiência, a segurança e o compromisso com a sustentabilidade ambiental, que permitirão contribuir para as metas de redução de emissões de gases de efeito de estufa, nomeadamente com a incorporação de energias renováveis no consumo bruto de energia final.
A intervenção custou 1,5 milhões de euros, ao abrigo do PRR, 65% dos quais a fundo perdido.
Entre as principais melhorias implementadas, destaca-se, no âmbito da sustentabilidade, a instalação de uma nova caldeira, mais eficiente, que queima o bagaço da cana, representando uma mais-valia ambiental ao reduzir significativamente a pegada ecológica desta unidade produtiva.
“Esta solução reflete uma abordagem responsável, assente numa economia circular, com reflexo no reaproveitamento de resíduos e na diminuição do impacto ambiental da produção”, refere o Secretário Regional de Agricultura e Pescas.
Para Nuno Maciel, “a dinâmica do Engenho Novo da Madeira representa aquilo que queremos para a indústria de transformação do setor primário, com valorização do produto, modernização, gestão eficiente, compromisso com a sustentabilidade e maior rentabilidade. Se o operador económico ganhar mais, estou certo de que, mais tarde ou mais cedo, estará também em condições de acrescentar valor à matéria-prima e ao trabalho do produtor”, acredita o governante.
A unidade passa também a contar com uma nova moenda, tecnologicamente mais eficaz, que garante uma maior rentabilidade na extração do sumo da cana, aumentando assim a produtividade e a qualidade do processo, assim como de um novo guindaste, que permitirá o transporte de maiores quantidades de cana-de-açúcar, com maior segurança para os operadores, otimizando todo o processo logístico.
Por fim, a nova destilaria vem reforçar a capacidade produtiva e a qualidade do produto final, permitindo ao Engenho Novo da Calheta elevar os seus padrões e afirmar-se de forma cada vez mais competitiva no mercado.
De registar que o volume de vendas do Rum da Madeira representa já cerca de 5,7 milhões de euros, correspondente à comercialização de mais de 551 mil litros para mais de 23 países europeus e mercados de países terceiros.