A redução face aos 82,05 euros registados no mês passado foi acompanhada por descidas em quatro das oito categorias analisadas, enquanto duas registaram aumentos e outras duas mantiveram os valores.
As leguminosas apresentaram a maior descida percentual por categoria, de 10,07%, passando de 2,98 euros em setembro para 2,68 euros em outubro. Seguiram-se os laticínios e ovos, com uma redução de 4,64%, os hortícolas, com uma quebra de 1,77%, e as carnes, que recuaram 0,55%.
Em outubro, os laticínios e ovos representaram um custo de 8,94 euros, os hortícolas de 7,76 euros e as carnes de 45,35 euros. Esta última categoria continuou a ter o maior peso no valor do cabaz, correspondendo a 55,77% do total.
Em sentido contrário, a categoria de gorduras e conservas aumentou 3,95%, de 7,98 euros para 8,29 euros, enquanto o pão e cereais subiu 2,63%, de 3,05 euros para 3,13 euros. A fruta manteve-se nos 3,98 euros e a categoria «Outros» nos 1,19 euros.
Na comparação por produto, o atum em azeite, em embalagem de 120 gramas, registou a maior descida percentual face a setembro, de 18,21%, enquanto o tomate apresentou a maior subida, de 12,77%.
A série mensal apresentada no relatório mostra que o cabaz passou de 84,12 euros em abril para 84,20 euros em maio, recuando para 82,27 euros em junho. Depois de subir para 82,53 euros em julho, atingiu em agosto o valor mais baixo do período, de 77,57 euros, antes de aumentar para 82,05 euros em setembro e voltar a descer em outubro.
O CabazRAM é acompanhado pela Direção Regional do Comércio, Indústria e Qualidade, da tutela da Secretaria Regional de Economia, através de uma recolha mensal presencial de preços. Nesta fase-piloto, a amostra abrange dois estabelecimentos comerciais de referência no Funchal, pelo que os resultados refletem a evolução dos preços nesses espaços e não constituem uma média de toda a Região Autónoma da Madeira.
A recolha inclui os preços de prateleira e as promoções com desconto direto imediato, mas exclui descontos associados a cartões de fidelização, acumulação de pontos ou vales e campanhas condicionadas, como «Leve 3, pague 2».
O relatório assinala ainda uma alteração metodológica em abril de 2026, quando o registo dos preços de tabela, anteriores às promoções, foi substituído pelo preço efetivo de prateleira. Por esse motivo, os dados anteriores a essa data podem não ser diretamente comparáveis com a série atual.