Eduardo Jesus evidencia que a Madeira “tem uma situação perfeitamente controlada no que diz respeito à pandemia. Sempre teve e foi um exemplo único na Europa, e não merecia estar a ser tratada englobada na realidade do todo continental”. Refere que a Região “perdeu bastante com isso, com o entendimento de que a Madeira fosse um destino seguro para a viagem, mas a restrição que se colocava na quarentena no regresso, naturalmente que inibia os cidadãos ingleses de virem passar férias a este destino”.
“Hoje corrigiu-se essa situação. Assume-se claramente a Madeira como um destino seguro para onde os cidadãos ingleses podem viajar e voltar às suas residências sem a obrigação da quarentena. Isso facilita bastante todo o apelo à viagem que a Madeira tem vindo a fazer junto do mercado inglês”, sublinha.
O governante considera ser importante ter presente que as operações “já estão montadas, principalmente através de três grandes operadores, a easyJet, a British Airways e a Jet2, com operações que têm vindo a funcionar dentro da cadência e das frequências semanais que tinham sido previstas e que passam a ser incrementadas, em alguns casos, em setembro. Naturalmente, o abolir da obrigação da quarentena contribui fortemente para que as aeronaves cheguem com muito mais passageiros. E trazendo uma maior ocupação torna mais viável essas operações e também permite um impacto económico maior na Região”.
Por outro lado, Eduardo Jesus considera que importa igualmente “ter a noção de que o Governo Regional se empenhou fortemente junto do Governo de Inglaterra procurando, cima de tudo, informá-lo da real situação em que nós nos encontrávamos e estamos hoje”. Mais refere que “merecemos um atendimento permanente por parte do Governo. Trocamos correspondência e formos compreendidos, pese embora tenhamos sempre, de forma injustificada, sido tratados como se tivéssemos uma situação pandémica igual à do território nacional”.
Contudo, o secretário regional diz ser de registar todos esses contactos que, em seu entender, “serviram para esclarecer o decisor inglês de qual era a nossa situação, e naturalmente que isso pesa bastante na decisão que agora foi tomada e que nos deixa, naturalmente, bastante satisfeitos”.
Eduardo Jesus recorda que se trata de um mercado importante, que “pesa cerca de 20% da atividade turística na Madeira, a par do mercado alemão, pelo que, retirando a única restrição que existia para que estas operações se concretizassem, o efeito será positivo”.
Disse que “estamos certos de que a política que tem sido desenvolvida pelo Governo Regional no que diz respeito ao controlo da pandemia com a realização do rastreio e testes à entrada na Região Autónoma da Madeira é uma política acertadíssima, porque se coloca sempre uma pressão que tem a ver com o estado epidemiológico dos mercados de origem. Só através de um controlo efetivo da condição de saúde de cada um dos cidadãos que viaja para a Madeira é que podemos garantir segurança a aqueles que aqui vivem; segurança a aqueles que trabalham no setor do turismo; e segurança a aqueles que nos visitam. Este compromisso é o desafio maior que nos é colocado, uma vez que a pandemia espalhou o medo e retirou a confiança da viagem”.
Em conclusão, o secretário regional de Turismo e Cultura diz que “foi dado hoje um passo extremamente importante do qual a Madeira vai tirar proveito. E, acima de tudo, fez-se justiça, correspondendo da parte do mercado emissor com grande importância para a Madeira à realidade que aqui vivemos”.