Na cerimónia de abertura da 37.ª edição das 500 Maiores Empresas – Madeira, que decorre no Savoy Palace, no Funchal, o governante salientou igualmente que o volume de negócios das empresas sediadas na Região ultrapassou os 11 mil milhões de euros.
José Manuel Rodrigues pormenorizou ainda os indicadores do mercado de trabalho, referindo que, no terceiro trimestre deste ano, a população empregada atingiu as 137.800 pessoas e a taxa de desemprego fixou-se nos 4%, a mais baixa do país.
Para o secretário regional, estes números refletem uma transformação estrutural da economia madeirense, marcada pelo crescente protagonismo da iniciativa privada. “Hoje, por cada euro investido pelo setor público, os privados investem quase 4 euros. Esta alteração do paradigma económico regional constitui, porventura, uma das transformações mais importantes da Madeira contemporânea”.
O governante considerou que a capacidade de crescimento da Madeira depende cada vez mais das decisões de investimento das empresas, da qualificação dos trabalhadores e da capacidade do tecido empresarial para identificar oportunidades dentro e fora do arquipélago.
A cerimónia das 500 Maiores e Melhores Empresas da Madeira, que reconhece os resultados empresariais e acompanha a evolução do tecido económico regional, constitui, na perspetiva do detentor da pasta da Economia regional, um momento que ultrapassa a distinção dos resultados de um exercício económico, permitindo observar a evolução e a diversificação da economia madeirense. Foram palavras escutadas pelo secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, que participa no evento como orador convidado, em representação do primeiro-ministro.
José Manuel Rodrigues defendeu que a continuidade do crescimento exige diversificação económica, maior produtividade, inovação, reforço das exportações e mais concorrência. Apontou ainda a redução dos custos de contexto e uma política de imigração ajustada às necessidades do mercado de trabalho, com integração adequada dos trabalhadores estrangeiros.
O governante antecipou um 2027 particularmente desafiante, devido à instabilidade internacional, aos custos da energia e às dificuldades de financiamento, riscos agravados pela dependência da Madeira dos transportes e dos abastecimentos externos.
No plano fiscal, anunciou a redução da taxa geral de IRC de 13,3% para 12,6%, sendo de 8,75% na costa norte e no Porto Santo, e a manutenção da redução de 30% das taxas de IRS nos nove escalões e do IVA reduzido em 4%.
A habitação e o envelhecimento demográfico foram também apontados como prioridades, pelo impacto na fixação de trabalhadores e na crescente necessidade de cuidados e respostas sociais.
No plano europeu, José Manuel Rodrigues defendeu que a negociação do quadro financeiro plurianual da União Europeia para 2028-2034 deve reconhecer as especificidades das regiões ultraperiféricas e assegurar instrumentos adequados à compensação dos custos permanentes da insularidade.
“O sucesso das nossas empresas e o progresso social da Região pertencem ao mesmo projeto de desenvolvimento”, afirmou, deixando aos empresários, investidores, gestores e trabalhadores uma mensagem de reconhecimento e confiança na sua capacidade para enfrentar os próximos desafios.
Promovida pelo Diário de Notícias da Madeira, em parceria com a Previsão, a ECAM e a PKF-Madconta, a iniciativa distingue os resultados empresariais e acompanha a dimensão, o desempenho e a evolução das empresas da região.