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Limpeza do Caniçal envolveu 50 voluntários e 8 embarcações

Esta ação foi promovida no âmbito da Estratégia MaRam – Poluição Zero e do projeto Life Lobo Marinho 28-08-2019 Direção Regional do Ordenamento do Território e Ambiente
Limpeza do Caniçal envolveu 50 voluntários e 8 embarcações No inicio de agosto, a Secretaria Regional do Ambiente e Recursos Naturais promoveu uma limpeza à costa norte da Ponta de São Lourenço. Estiveram envolvidas cerca de 50 pessoas: pescadores, voluntários, técnicos da Direção Regional do Ambiente, técnicos do Instituto de Florestas e Conservação da Natureza. A ação contou com 8 embarcações: Merlin; Seguro; Monacus; Monk Seal; Buteo; Ribeira da Janela e dois botes e, mesmo assim, uma manhã inteira não foi suficiente para retirar nem metade do lixo lá acumulado. Os plásticos não são os únicos poluentes jogados ao mar. Como foi observado, o problema vai bem além deles. Aos oceanos chegam vários tipos de resíduos com tempo de degradação muito elevado, como beatas de cigarro, latas, fraldas descartáveis, vidro, madeiras, pneus, tecidos, entre outros.

Esta ação foi promovida no âmbito da Estratégia MaRam – Poluição Zero e do projeto Life Lobo Marinho. Recorde-se que em maio a Secretaria lançou o desafio de limpar o oceano, o qual foi de imediato abraçado por centenas de pessoas. A limpeza resultou em 4 toneladas de lixo e, parte dele, foi utilizado por Bordalo II – artista conhecido pela reutilização do lixo nas suas obras de arte, como forma de alertar para os problemas ambientais – no Lobo Marinho colocado no mural em Câmara de Lobos.

O lixo que não é colocado no lixo vai parar ao mar


Apelar à reutilização, à correta separação dos resíduos com vista à reciclagem tem sido preocupação permanente da SRA. Em 2018, o Governo avançou com a criação da Agenda Regional para a Economia Circular. «Mais do que um objetivo político, tornar a economia circular – em que todos os resíduos são materiais que podem voltar a ser utilizados – é um dever com impacto significativo nas emissões de CO2, responsáveis pelo aumento da temperatura do planeta», sublinha Susana Prada.

A adoção de uma Economia Circular é ainda mais importante para regiões insulares, que acabam por ter de viver num equilíbrio frágil entre os seus recursos e as importações. A governante sublinha que «queremos uma população mais sensível e consciente das suas ações enquanto consumidores e produtores de resíduos, optando por produtos mais duradouros e reutilizáveis, constituídos por matérias renováveis e facilmente recicláveis. Queremos os cidadãos envolvidos de forma ativa na redução da produção de resíduos, na separação correta dos mesmos com fim à reciclagem, uma vez que o lixo que não é colocado no lixo acaba no mar!».


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