A Secretária Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Elsa Fernandes, esteve presente na apresentação pública das Orientações Pedagógicas para Creche (OPC), documento homologado há dois anos pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação e pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, que orienta a ação pedagógica das educadoras de infância que trabalham em Creche, no diálogo com as equipas educativas, com as lideranças, com as famílias, com diversos profissionais e atores políticos cuja ação integrada proporciona uma educação e cuidado de qualidade para as crianças até aos três anos de idade.
A governante não escondeu a satisfação pelo facto de aquela primeira apresentação das OPC a nível nacional decorrer na Madeira. «É um documento estruturante que representa um passo decisivo na consolidação da qualidade da educação dos 0 aos 3 anos em Portugal. O rigor, a fundamentação e o compromisso que estiveram na base da elaboração destas Orientações refletem uma visão clara: a de que a creche é, inequivocamente, um contexto educativo e não apenas um espaço de acolhimento. Os primeiros anos de vida são determinantes para o desenvolvimento integral da criança. É neste período que se constroem bases sólidas ao nível cognitivo, emocional, social e físico. Por isso, investir na qualidade das práticas em creche é investir no futuro coletivo», sublinhou Elsa Fernandes, reforçando: «Hoje celebramos não apenas a apresentação de um documento, mas o reforço de uma visão estratégica para o país. Uma visão que coloca a criança no centro das políticas públicas e que reconhece a creche como a primeira etapa de um percurso educativo contínuo e coerente.»
As OPC constituem, portanto, um instrumento de apoio aos profissionais, promovendo uma prática pedagógica intencional, reflexiva e centrada na criança, realçou a Secretária Regional. «Valorizam a observação, a escuta ativa, a relação com as famílias e o trabalho em equipa, reconhecendo a importância de ambientes educativos seguros, estimulantes e afetivamente significativos», observou, reafirmando o compromisso da SRE com a valorização da educação de infância e com o reconhecimento dos seus profissionais. «Sabemos que a qualidade das respostas educativas depende, em grande medida, da formação, da estabilidade e das condições de trabalho daqueles que diariamente acompanham as nossas crianças», concluiu.