O presidente do Governo Regional defendeu hoje a expansão do Parque Empresarial de Câmara de Lobos, admitindo um novo parque empresarial, na Quinta Grande, conforme sugestão do presidente da Câmara, Celso Bettencourt. Um anúncio feito na cerimónia de distinção da Madeira Parques aos empresários locais, com muitos aplausos dos empreendedores presentes.
A par disso, anunciou que o Governo e a Câmara da Ponta do Sol trabalham ativamente numa solução que permita a concretização do Parque Empresarial dos Canhas, indo ao encontro das necessidades dos empresários locais. E ainda que haverá uma expansão em vários parques empresariais, fruto da enorme procura que os mesmos vêm tendo.
Miguel Albuquerque lembra que houve uma reconfiguração total do sector empresarial na Madeira e que hoje as nossas empresas, mesmo as mais tradicionais em termos industriais, «já incorporam a tecnologia de ponta e isso faz com que sejam competitivas, acompanhando o crescimento do mercado, quer da construção, quer dos serviços, quer
do imobiliário, quer da decoração, quer de todas as infraestruturas e funcionamento da nossa economia».
Um crescimento que tem motivado uma forte procura de espaços junto da Madeira Parques, que terá uma resposta: «Vamos aumentar e temos de continuar a aumentar o sector dos parques industriais».
Para esta maior procura dos parques industriais contribuiu «em muito uma mudança bastante importante, que foi a circunstância de algumas empresas de agricultura de ponta, designadamente as estufas (que começaram a utilizar a hidroponia e a tecnologia) passarem a utilizarem zonas de parque industrial».
«Aliás, nós fizemos uma alteração legislativa para as empresas poderem utilizar os parques para a produção alimentar, designadamente hortofrutícolas», enfatizou.
Depois, destacou, há que dar também uma resposta às muitas empresas que se querem sediar na Região, «mesmo no regime geral, porque o regime geral da Madeira em termos de empresas já é muito atrativo».
«Basta dizer que, neste momento, há um diferencial de 30 por cento no que diz respeito ao IRC. Nós não aplicamos aqui a derrama, que é um encargo grande para as empresas. E, depois, há uma grande atratividade também aqui, no caso para a administração das empresas, que se estiverem aqui sediadas e tiverem residência fiscal na Madeira têm uma grande vantagem, sobretudo para os gerentes e administradores, que é um diferencial nos novos escalões do IRS de 30 por cento», destacou ainda.
Desta forma, Miguel Albuquerque entende que tudo isto é sinal da atratividade da Região à fixação e à sediação de empresas na Região. E, a propósito, lembrou ainda mais uma vantagem: «Para além das empresas exportadoras poderem fazer a sediação no Centro Nacional de Negócios, onde pagam um imposto para exportação de 5 por cento».
O líder madeirense elogiou ainda o trabalho desenvolvido pelo presidente da Madeira Parques Empresariais, Gonçalo Pimenta, recordando a legalização de um conjunto de terrenos, que ainda está a ser feita, «designadamente porque a maioria das empresas queria comprar as áreas onde estão implantadas, até para reforçar o ativo do seu património e poder utilizar esse património e esse ativo também, muitas vezes como garantia, por exemplo para financiamentos».
Depois, num à parte: «Na Cancela tivemos uns senhores que andaram a brincar connosco e nós perdemos mais de quatro anos ou cinco anos pra fazer a legalização dos terrenos, porque andaram a reclamar de terrenos que não eram deles e isso foi um grande prejuízo. Mas, também aqui e no PEZO, estamos a fazer essa legalização, como noutros parques».
Para além dos parques, no seu discurso fez questão de salientar: «Os empresários e os trabalhadores são a base do desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira. Quem arrisca, quem investe, quem constrói as empresas e quem faz dinamizar a Economia são os agentes económicos e os empreendedores. Quem cria emprego são os investidores».
«Tenho o maior respeito pelos empresários e o meu Governo tudo tem feito para os apoiar e às suas empresas», disse, lembrando os impostos mais baixos no IRC e no IRS, bem como ao nível da Derrama.
O governante deu ainda vários exemplos de desenvolvimento, como a duplicação do PIB em dez anos, um desemprego residual, um crescimento consecutivo há quatro anos e 11 meses.
Garantiu também que a Região vai continuar a manter o caminho que vem traçando, apoiando quem cria postos de trabalho e faz crescer a economia.
E reforçou a intenção de desburocratizar ao máximo, de modo a facilitar, no bom sentido, a quem quer investir na Região, na criação das empresas e nos investimentos.
A Madeira Parques decidiu homenagear as empresas instaladas nos dois parques empresariais do concelho: o PEZO e o de Câmara de Lobos. No total, são 67 empresas. Os dois parques estão 100% ocupados.
Todas as empresas instaladas nos dois parques receberam um diploma e algumas foram distinguidas com os seguintes prémios: Prémio antiguidade (sete); Prémio boas práticas ambientais (dois); Prémio rookie (dois). E ainda houve sete prémios para instituições.
Desta forma, o Prémio Antiguidade foi entregue a: No PEZO, Empresa de Cervejas da Madeira, Sociedade de Serragens da Madeira, Indutora e AFA; no Parque de Câmara de Lobos: Serralharia José Luís, Vinhos Barbeiro Madeira, Metalpark.
O Prémio de Boas Práticas Ambientais foi para, no PEZO, a Empresa de Cervejas da Madeira e, no de Câmara de Lobos para a Vinhos Barbeitos Madeira.
O prémio Rookie foi atribuído a Unbeatable Reasons (PEZO) e Lumarca (Câmara de Lobos).
O Prémio Instituições distinguiu a presidência do Governo Regional da Madeira, a Câmara Municipal de Câmara de Lobos, o Instituto das Florestas e Conservação da Natureza, a Direção Regional do Ambiente e Mar, a Direção Regional do Património, a Direção Regional de Comércio, Indústria e Qualidade e a Direção Regional do Ordenamento do Território.
Foi ainda feita uma breve apresentação do lançamento uma comunidade de consumo coletivo pela empresa FactorENERGIA, a segunda em parques empresariais, após a instalada na Ribeira Brava.