A Secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Paula Margarido, defendeu hoje uma abordagem integrada à saúde mental, assente na inclusão social, na participação comunitária e no trabalho em rede, na intervenção preparada para o VII Encontro do Consórcio Regional para a Intervenção Comunitária (CRIC), que decorre no Colégio dos Jesuítas, no Funchal. O encontro, reúne entidades públicas, instituições da economia social e profissionais da área da intervenção comunitária para refletir sobre os desafios da saúde mental e as respostas de proximidade.
Na mensagem dirigida aos participantes, Paula Margarido sublinha que a saúde mental deve ser entendida numa perspetiva alargada, relacionada com as oportunidades, as condições de vida e a participação das pessoas nas comunidades onde se inserem. A governante destaca o contributo das políticas sociais e da ação comunitária para o bem-estar individual e coletivo, complementando a intervenção especializada assegurada pelos serviços de saúde.
A responsável contextualiza igualmente o percurso do CRIC, cuja origem remonta aos Programas Nacionais de Luta contra a Pobreza e que, desde a sua constituição, em 2019, reúne 16 entidades públicas e da economia social comprometidas com uma intervenção articulada e de proximidade. Segundo os dados apresentados, os centros comunitários das entidades parceiras registavam, em dezembro de 2025, 3.744 pessoas inscritas, tendo o consórcio alcançado uma taxa de execução de 80% do respetivo Plano de Ação Integrado nesse mesmo ano.
Na sua intervenção, Paula Margarido destaca ainda o papel do CRIC na promoção de iniciativas dirigidas às crianças e aos jovens, nomeadamente através de projetos como “Quebrar Correntes”, promovido pela SocioHabitaFunchal, e “Re.Pensar”, desenvolvido em Câmara de Lobos, orientados para a promoção de competências pessoais e sociais, cidadania ativa e bem-estar psicológico.
Organizada pela SocioHabitaFunchal, em parceria com o Instituto de Segurança Social da Madeira, a Direção Regional da Cidadania e dos Assuntos Sociais e a Santa Casa da Misericórdia de Machico, a iniciativa visa promover a reflexão e a partilha de boas práticas na área da saúde mental e da intervenção comunitária. O programa inclui a apresentação de projetos, momentos de debate e divulgação de boas práticas, culminando com um roteiro por diversas respostas de intervenção comunitária.
A sessão de abertura contou com as intervenções de Jorge Carvalho, Presidente da Câmara Municipal do Funchal, do Professor Sílvio Fernandes, Reitor da Universidade da Madeira, de Nivalda Gonçalves, Presidente do Conselho Diretivo do Instituto de Segurança Social da Madeira, bem como de representantes das entidades que integram o Consórcio Regional para a Intervenção Comunitária.
A encerrar a sua intervenção, a governante deixou uma mensagem centrada na valorização das capacidades individuais e da participação comunitária: “Uma comunidade verdadeiramente inclusiva não é apenas aquela que cuida de quem precisa. É também aquela que reconhece que todos temos algo para oferecer.”