Assinalado a 4 de março pela World Obesity Federation, o Dia Mundial da Obesidade reforça que a obesidade é uma doença crónica, complexa e multifatorial, que exige resposta integrada, baseada em evidência científica e livre de estigma. A Direção Regional da Saúde associa-se a esta mensagem, sublinhando a importância de uma abordagem centrada na saúde e na dignidade da pessoa.
Definida como a acumulação excessiva de gordura com risco para a saúde, a obesidade é geralmente diagnosticada através do Índice de Massa Corporal (IMC), podendo ser complementada por outros indicadores, como a relação cintura/anca, para melhor avaliação do risco cardiometabólico.
Esta doença, não resulta de falta de força de vontade. É influenciada por fatores biológicos, genéticos, psicológicos, ambientais e sociais, incluindo condições socioeconómicas e ambientes obesogénicos. Constitui fator de risco para doenças como diabetes tipo 2, patologias cardiovasculares e alguns tipos de cancro, tornando essencial o diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado.
O tratamento deve ser multidisciplinar - médico, nutricional, psicológico e promoção da atividade física - com planos individualizados e centrados no indivíduo. Combater o estigma é prioritário, pois a discriminação compromete o bem-estar e o acesso aos cuidados.
A obesidade é um desafio global, com crescimento acentuado em países de baixo e médio rendimento e impacto desproporcional nas populações mais vulneráveis. A obesidade infantil, em particular, exige prevenção precoce, educação alimentar e políticas de promoção de estilos de vida saudáveis.
Enfrentar a obesidade é uma responsabilidade coletiva. Exige informação rigorosa, empatia, políticas eficazes e ação coordenada para promover uma sociedade mais saudável e consciente.
Vamos aproveitar essa data para refletir e agir em prol de um estilo de vida mais equilibrado e saudável!