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Mulheres continuam sub-representadas e a ganhar menos nas áreas CTEM

*in CIG 10-07-2025 Trabalho
Mulheres continuam sub-representadas e a ganhar menos nas áreas CTEM

Em 2023, as mulheres representavam apenas 28,39% de profissionais nas áreas CTEM, enquanto ganhavam 16,05% menos do que os homens.

As conclusões são do Observatório Género, Trabalho e Poder, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), publicados hoje, 23 de junho, como forma de assinalar o Dia Internacional das Mulheres na Engenharia.

Os dados são relativos à evolução do “gender pay gap” em Portugal, nas áreas profissionais associadas às TIC – Tecnologias da Informação e Comunicação, Engenharias e CTEM – Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática em geral.

No período entre 2010 e 2023, verificou-se um crescimento do número de profissionais nas áreas CTEM. No entanto, as mulheres continuam sub-representadas, sendo a sua distribuição pelas áreas das engenharias e TIC inferior a um-quarto do total:

  • Em 2023, as mulheres representavam 28,39% de profissionais nas áreas CTEM, uma ligeira subida face a 2010, quando essa proporção era de 25,12%;
  • A representação das mulheres nas engenharias era de 24,81% em 2023, enquanto em 2010 era de 22,14%;
  • Nas TIC, a percentagem de mulheres era de 22,22%, representando uma ligeira subida face a 2010, que era de 19,43%;
  • A única área com maioria feminina são as profissões científicas em geral (Outros/as CTEM), onde as mulheres passaram de 44,24% em 2010 para 52,69% em 2023.

Por outro lado, segundo os dados do Gender Pay Gap Ajustado, as mulheres continuam a enfrentar uma penalização salarial crescente em quase todas as áreas analisadas:

  • Em 2023, no que se refere às profissões CTEM, as mulheres ganhavam 16,05% menos do que os homens, um agravamento face a 2010 (10,51%);
  • A área das engenharias é a que apresenta um diferencial remuneratório mais penalizador, verificando-se que em 2023 as mulheres ganhavam 14,10% menos do que os homens, enquanto em 2010 essa percentagem era de 8.25%;
  • Nas TIC, o GPG ajustado também aumentou significativamente, atingindo 10,16%, percentagem que em 2010 era de 2,35%;
  • Já nas profissões científicas em geral(Outros/as CTEM), o diferencial foi menor, mas ainda assim presente, com as mulheres a ganharem cerca de 2,72% menos que os homens (3,17% em 2010).

Criado no âmbito do Policy Lab da unidade ISEG Research, o Observatório Género, Trabalho e Poder disponibiliza informação regular sobre a situação de mulheres e homens na esfera laboral e conta com a coordenação de Sara Falcão Casaca (Diretora Científica), Maria João Guedes, Ricardo Alcobia Rodrigues e Susana Ramalho Marques.

Consulte o relatório completo.


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