A Secretária Regional de Educação, Ciência e Tecnologia, Elsa Fernandes, participou na sessão de abertura do Seminário “Construir Futuros: Intervir com Propósito”, que decorre hoje e amanhã no Museu de Imprensa da Madeira.
Pretende-se, com esta iniciativa, reforçar o papel dos Centro de Recursos Educativos Especializados na promoção de estratégias pedagógicas inclusivas, aprofundar a articulação entre a Escola e a Comunidade e estimular uma reflexão colaborativa sobre os principais desafios da educação inclusiva, incluindo os processos de transição para a vida pós‑escolar.
Depois de saudar a organização do encontro e os parceiros envolvidos, nomeadamente a Câmara Municipal de Câmara de Lobos, pelo empenho em promover um espaço de reflexão, partilha de conhecimento e construção conjunta de caminhos para uma Escola cada vez mais inclusiva, Elsa Fernandes anunciou mudanças no próximo ano letivo. «Serão pequenas medidas, mas grandes nos efeitos que terão nas nossas escolas, no sentido de melhorar ainda mais a Educação Especial, nomeadamente com mais técnicos de especialidade a apoiar e cooperar com os professores», avançou a governante, sublinhando que falar de educação inclusiva é falar de direitos, de equidade e de oportunidades. «É afirmar que cada criança e cada jovem deve encontrar na Escola um lugar onde possa aprender, participar e desenvolver-se plenamente, independentemente das suas características, das suas circunstâncias ou das suas necessidades específicas», completou Elsa Fernandes.
A Secretária Regional recordou que nas salas de aula encontram-se diferentes ritmos de aprendizagem, diferentes contextos sociais e culturais, diferentes formas de estar e de aprender. «Esta diversidade não deve ser entendida como um obstáculo, mas sim como um desafio que nos convoca a repensar permanentemente as nossas práticas educativas. É neste contexto que o tema deste seminário assume particular significado; “Construir Futuros” implica olhar para a Educação com visão e responsabilidade. Significa compreender que as decisões que tomamos hoje terão impacto direto nas oportunidades, na autonomia e na participação social das gerações futuras», sublinhou, considerando que “Construir Futuros” exige também intervir com propósito. «Mais do que porquê, sabermos para quê estamos a intervir deste modo. E isso faz a diferença. Significa que as nossas ações educativas devem ser orientadas por princípios claros, sustentadas no conhecimento científico e concretizadas através de práticas pedagógicas intencionais, colaborativas e centradas no aluno», assumiu.
Elsa Fernandes considerou que a promoção de uma Escola verdadeiramente inclusiva exige o contributo de todos: dos professores, dos técnicos especializados, das equipas de gestão das escolas, das famílias, de toda a comunidade educativa e de políticas públicas consistentes que apoiem as escolas na construção de respostas cada vez mais eficazes e ajustadas à diversidade dos alunos. «Quero, por isso, deixar uma palavra de reconhecimento a todos os profissionais que, com dedicação e sensibilidade, trabalham diariamente para tornar a Escola um espaço onde cada aluno se sente pertencente, valorizado e capaz de aprender. Quando construímos escolas mais inclusivas, estamos também a construir sociedades mais justas, mais solidárias e mais democráticas. Construir futuros exige visão. Mas exige, acima de tudo, propósito. E o propósito que hoje nos reúne é claro: garantir que nenhum aluno fica para trás», concretizou.