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Miguel Albuquerque anuncia reforço do Ingressa

e majoração dos apoios para estágios nas Tecnológicas 04-05-2026 Presidência
Miguel Albuquerque anuncia reforço do Ingressa

Miguel Albuquerque anunciou hoje que a Região vai continuar a reforçar, já no próximo ano, o montante para o Programa Ingressa (neste ano orçado em meio milhão de euros). E ainda majorar o apoio aos jovens que quiserem ingressar nas empresas tecnológicas.

O presidente do Governo Regional falava, no salão nobre do Executivo, à Avenida Zarco, durante a sessão de boas-vindas aos candidatos ao Programa Ingressa, criado para apoiar a transição dos jovens para o mercado de trabalho. Este ano, com a particularidade de disponibilizar estágios para jovens de todos os níveis de habilitação superior, como os do curso técnico superior profissional (CTeSP) e os do doutoramento, para além dos licenciados e mestrandos.

Falando para os jovens que o escutavam – a edição deste ano conta com 108 candidatos aos períodos de maio a julho – o líder madeirense salientou que a experiência que eles vão ter será muito importante na sua vida profissional, recordando o seu próprio exemplo de quando abriu o escritório e que beneficiou das horas de trabalho que passou num escritório do tio e que lhe foram imprescindíveis para aprender a lidar com a parte prática da profissão de advogado.

Ou seja, «conforme ressalvou, aqueles «vão aprender, mais do um conjunto de conselhos teóricos, um conjunto de exercícios práticos, de prestação de serviços ou de atividades, que vão ser muito vão ser muito enriquecedores para a vossa vida profissional».

Dirigido a jovens até aos 35 anos, com qualificações entre o nível 5 e o nível 8, o programa permite a realização de estágios de três meses, entre maio e novembro, em contexto real de trabalho, contribuindo para o reforço de competências técnicas e transversais, bem como para a valorização do percurso profissional dos participantes.

Aos jovens estagiários, considerou muito importante que aqueles tenham a noção de o seu futuro profissional não pode ser dissociado das transformações que estão a ocorrer na economia regional.

«E aquilo que aconteceu nos últimos anos foi uma transformação muito importante dos parâmetros da nossa economia. Até há 10 anos, grande parte da dinâmica económica na Região resultava do investimento público (e isso era normal, porque nós tivemos duas décadas a recuperar a Madeira, desde a Autonomia, das insuficiências infraestruturais que existiam) e daí para cá nós fizemos uma mudança substancial – e quando digo nós são os agentes económicos, os cidadãos, os empresários, os investidores – e realizámos uma mudança de paradigma da nossa economia, que é muito importante para vocês perceber», salientou.

Desta forma, ressalvou que «há 10 anos o investimento privado era uma vez e meia o investimento público, enquanto que, neste momento, já ultrapassa três vezes e meia o público, ou seja, o sector mais dinâmico, aquilo que está a puxar pela nossa economia, pelo crescimento económico, pelo emprego e por todos os efeitos multiplicadores de economia, é o investimento privado e esse vai continuar».

Paralelemente, destacou que «outra componente muito importante é a de essa aposta ter trazido um valor acrescentado substancial à riqueza criada: nos últimos 10 anos, o produto interno bruto da Madeira, que era de quatro mil e cento e tal milhões em 2015 era, no final de 2025, de oito mil milhões e 25 milhões de euros. Ou seja, praticamente duplicou».

Miguel Albuquerque entende que a Madeira tem um caminho a percorrer e esse caminho passa, por mantemos uma economia, que é pequena e insular, aberta. «Nós não temos uma economia fechada, nós temos uma economia aberta à concorrência», referiu.

Neste sentido, diz que a grande mais-valia da Região, atualmente, reside em duas circunstâncias: «Por um lado, a coragem e determinação, dos investidores, por outro lado, a capacidade que nós temos de encontrar o valor acrescentado nos nossos recursos humanos».

Porque, enalteceu, «nós temos uma nova geração formada, habilitada, com competências e com educação para podermos ter uma economia moderna».

A propósito, relevou que «a grande transformação que está ocorrendo na Economia madeirense é, sem sombra de dúvidas, tecnológica». A tecnologia, explicou, «é que está a gerar valor acrescentado em toda a dinâmica económica, com as empresas tecnológicas da Madeira a crescer a um ritmo excecional, com valores de rendimento já próximos dos 700 milhões de euros».

Ou seja, explicou, «nós temos uma economia que assenta numa indústria fundamental que é o turismo, mas estamos também a fazer uma aposta da nova economia desmaterializada, que é a economia e a dinâmica tecnológicas». Porque, defendeu, «é a oportunidade de a Madeira poder competir com os mercados internacionais sem o ônus ou sem o encargo da distância física e da distância geográfica e o custo de transporte de pessoas e bens».

O governante lembra que, presentemente, há um conjunto de operadores sediados na Madeira, que estão a trabalhar para o mundo inteiro sem qualquer dificuldade do ponto de vista do transporte físico ou do transporte de pessoas e bens. «A transformação da economia da Região tem ocorrido em todos os setores», sublinhou.

Neste sentido, disse que «todos os sectores económicos da Madeira estão, neste momento, a atravessar uma mudança tecnológica que muitas vezes não percebemos».

Para tal, advogou, «para enfrentar essa Economia digital a Madeira tem de ter uma geração muito bem preparada para o fazer». Daí a aposta na diversificação da nossa economia que vem sendo feita.

A ideia, explicou, é ter-se cá «um conjunto de empresas que seja compatível com a experiência e as competências de valor das novas gerações». E isso, avisou, «implica uma grande capacidade da atrair novos investimentos e empresas tecnológicas de ponta».

«Estamos a fazer isso através da chamada diplomacia económica e através de um conjunto de fatores que faz com que as empresas internacionais possam se sediar na Madeira».

«Em primeiro lugar, é a questão dos impostos, ou seja, se nós tivermos impostos baixos para as empresas de cidadãos, torna a região mais atrativa. A Madeira neste momento tanto no IRS como no IRC é das mais atrativas na Europa para fixar empresas.», começou por enumerar.

Depois prosseguiu: «Em segundo lugar, a qualidade de vida. Em terceiro lugar, a segurança. Em quarto lugar, um sistema de saúde de nível. Os investidores, após a COVID, começaram a pensar nos sistemas de saúde dos lugares onde investir. E a Madeira tem beneficiado da qualidade do seu Sistema de Saúde».

Para, logo de seguida, prosseguir nos eu raciocínio: «Em quinto lugar, e penso também é importante, é a circunstância de a Madeira funcionar como um hub e interligação entre a Europa - nós fazemos parte da União Europeia e qualquer empresa internacional que se fixe aqui está automaticamente sediada no mercado europeu – e, através das nossas conexões e sobretudo através do Centro Internacional de Negócios, a América do Sul, a América do Norte e a África».

O posicionamento estratégico da Madeira é, defendeu, «também uma configuração da nossa região como hub internacional de negócio e da atratividade de negócios».

Entre 2021 e 2025, o Ingressa envolveu 1.235 jovens, com um investimento global de 1,77 milhões de euros, evidenciando uma trajetória de crescimento consistente, quer ao nível do número de participantes, quer do esforço financeiro associado.

Ao longo deste período, foram mobilizadas 640 entidades, públicas e privadas, com uma distribuição equilibrada das colocações (639 no setor público e 596 no setor privado), refletindo a forte adesão do tecido institucional e empresarial da Região.

Do ponto de vista territorial, o programa apresenta maior incidência no Funchal (45%), seguido de Santa Cruz (17%) e Câmara de Lobos (12%), assegurando, ainda assim, cobertura em todos os concelhos da Região.

Para 2026, está previsto um orçamento de 520.625 euros. Na primeira fase de estágios (maio a julho), foram colocados 108 jovens, distribuídos por 64 entidades, mantendo-se o equilíbrio entre setor público (58) e privado (50) e a tendência de concentração nos principais centros urbanos, com destaque para o Funchal, Santa Cruz e Câmara de Lobos.


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