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Prémios Green Key inserem-se perfeitamente na estratégia atual para o Turismo madeirense

O presidente do Governo Regional sublinhou hoje a adesão pioneira da Madeira aos Prémios Green Key, sublinhando que ainda bem que a Madeira esteve na vanguarda dos mesmos, até porque estes vêm reconhecer um conjunto de atitudes e procedimentos fundamentais para a melhoria da nossa oferta turística. 09-07-2026 Presidência
Prémios Green Key inserem-se perfeitamente na estratégia atual para o Turismo madeirense

Miguel Albuquerque falava na cerimónia nacional de apresentação de anúncio dos resultados e de entrega dos Prémios Green Key, que decorreu hoje na Madeira, na Quinta Magnólia. Onde foi anunciado que as 79 candidaturas apresentadas pela Região, o maior número de sempre, foram todas aprovadas.

Discursando na cerimónia, relevou o facto de essa intenção governamental ter sido acompanhada pelos empresários madeirenses, «que são, no fundo, os grandes mentores desta solução, que é uma solução de utilização criteriosa dos recursos, de manutenção da qualidade na oferta turística e da melhoria ambiental das regiões».

Paralelamente, disse que a adesão de 79 empresas àquele prêmio significa que há uma comunhão de esforços no sentido de garantir aquilo que, nos próximos anos, será essencial para o turismo da Madeira, «que é um programa, que foi anunciado em colaboração com os empresários e agentes ativos do turismo, chamado Upgrade».

«O Upgrade, no fundo, é melhorar os serviços e o produto em função da qualidade e do preço, ou seja, melhorar a qualidade do produto, melhorar os serviços, cobrando mais», explicou.

Reforçando a defesa da nova estratégia, acrescentou: «Não pretendemos ter na Madeira um turismo qualificado, nem o podemos ter, mas podemos ter um turismo mais rentável, com melhor distribuição de valor e com cadeias entrosadas no sentido de termos maiores ganhos no alojamento, no serviço prestado».

O governante aproveitou ainda para chamar a atenção para a evolução muito significativa do nosso turismo nos últimos 10 anos. E avançou com alguns indicadores: «Nós, entre 2015 e 2025, passamos de 1.3 milhões de hóspedes para fecharmos 2025 com 2.4 milhões de hóspedes; por outro lado, o número de dormidas subiu de 7 milhões para 12,7 milhões de dormidas; os proveitos aumentaram 170 por cento; e o preço médio de quarto duplicou (um dos nossos objetivos está atingido) e o REVPAR triplicou em 10 anos».

Resultados que lhe permitem constar que «esta ideia de nós conseguirmos, sem massificar o nosso destino, termos o melhor produto, com o melhor preço, beneficia toda a gente». «Beneficiam os serviços agregados e as empresas turísticas podem pagar melhor salários e investir nas remodelações e na melhoria dos alojamentos e nos serviços prestados», complementou. 


Miguel Albuquerque recordou que, para além do sector, também está a haver um esforço de melhoria dos espaços públicos, frisando que há uma estreita articulação com as Câmaras Municipais nesse sentido.

«É um esforço que não é significativo: É ter jardins bem arranjados, esplanadas bem arranjadas, continuar a dotar a região daquilo que nós pretendemos que é incluir todo o espaço de usufruto turístico em espaço público. Aqui não há guetos. Na Madeira, continuamos a ter esse espaço organizado», lembrou.

O governante recordou ainda as intervenções e as medidas que já foram tomadas e outras que serão tomadas nas zonas e nos espaços públicos com maior concentração, de modo a permitir o descongestionamento desses espaços e permitindo o usufruto cauteloso e sereno por parte de quem nos visita. Lembrando, a propósito, os espaços de parqueamento pagos, as veredas pagas e levadas pagas.

Pagamentos porque, conforme sublinhou, «é preciso manter esses espaços, é preciso limpá-los, é preciso ter infraestruturas de apoio a quem usufrui desses espaços».

«Nesse sentido, acho que estamos a fazer um trabalho que leva algum tempo, mas que está planeado e vai ser concretizado», defendeu.

Quanto aos espaços culturais, diz que a estratégia é a mesma, «a da adequação do preço àquilo que nós oferecemos». «Nós não podemos oferecer preços baixos para infraestruturas que têm uma grande categoria na sua oferta e que exigem manutenção permanente. E as pessoas têm de pagar, como em toda a Europa se paga e em todo mundo se paga, para usufruir desses espaços, com grandes condições», explicou.

Miguel Albuquerque reforçou ainda que sempre tem acompanhado o Green Key, afirmando tratar-se de um programa muito importante e que que se insere dentro da estratégia global do turismo da Madeira.

«Nós fomos pioneiros nas Green Key, à frente de Lisboa e do Porto. E, neste momento, mesmo com grande adesão das regiões turísticas do Algarve, de Lisboa e do Porto, o nosso diferencial em número de aderentes não é assim tão grande», enalteceu.

Lembrou também que todo o trabalho que se vem fazendo no sector é em concertação entre o Governo e os empresários e aproveitou para rejeitar que ha turismo a mais na Madeira.

«Isso é tudo disparates que se vão dizendo. O turismo tem é de estar organizado e estar adequado aqueles que são os nossos objetivos: melhor produto, melhor serviço, preço mais altos.», concluiu.

O Green Key é um dos mais importantes programas internacionais de certificação ambiental no setor do turismo.

Presente em mais de 8.500 empreendimentos distribuídos por 90 países, distingue hotéis, alojamentos locais, parques de campismo, restaurantes, centros de conferências e outros estabelecimentos que cumprem elevados padrões de gestão ambiental, responsabilidade social e educação para a sustentabilidade.

O programa é promovido pela Foundation for Environmental Education (FEE), sendo coordenado em Portugal pela Associação Bandeira Azul de Ambiente e Educação (ABAEE).

Na Região Autónoma da Madeira, a coordenação regional é assegurada pela Direção Regional do Ambiente e Ação Climática, que acompanha a implementação do programa e incentiva a adesão de novos empreendimentos turísticos.


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