O presidente do Governo Regional falava hoje, à margem da Conferência “50 anos da autonomia - Saúde”, que decorreu no auditório da Reitoria da Universidade da Madeira, numa iniciativa da Estrutura de Missão para as Comemorações do 50º Aniversário da Autonomia da Madeira.
Na ocasião, lembrou que já existe um protocolo de cooperação com o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular e Celular da Universidade do Porto, liderado pelo professor doutor Sobrinho Simões, que foi um dos oradores desta Conferência, que é moderada pelo antigo secretário de Saúde e atual presidente da Estrutura de Missão para
o HCUM, Pedro Ramos. O outro orador foi o antigo ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, atual coordenador do Pacto Estratégico para a Saúde
O governante diz que a Região e Sobrinho Simões estão já a trabalhar em conjunto. A área de investigação que está projetada no novo hospital é de cerca de 5000 m².
A propósito, relevou as caraterísticas da Madeira para a efetivação de estudos científicos, lembrando que os especialistas vêm sublinhando que numa ilha consegue-se «fazer uma melhor monitorização em termos de sequências genéticas, de forma mais fácil e que garante mais dados do ponto de vista experimental».
Neste sentido, advoga que a Região terá todas as condições para fazê-lo, acrescentando que, neste momento, a ideia «é continuarmos a estabelecer contatos com instituições, de todo o mundo, e incorporar tecnologia de ponta no Hospital».
O líder madeirense lembrou ainda que a Região lançou recentemente o concurso para o robô ortopédico, para o Hospital Central e Universitário.
E recordou outro robô: «O Da Vinci tem funcionado muito bem aqui na Madeira, tem dado um grande avanço nas cirurgias, sobretudo porque são cirurgias não intrusivas, o que leva a que o doente tenha uma recuperação muito mais rápida»
É nesse caminho que a Região, salientou, está a trabalhar, embora seja «sempre preciso ter alguma atenção aos custos». «Há sempre aqui um problema de relação entre os custos e prestação de serviços. Mas, para isso, temos de continuar a introduzir mecanismos de controle», disse ainda.
Miguel Albuquerque, questionado pelos jornalistas, garantiu que as obras de construção do HCUM estão dentro do prazo.
«Nós estamos à espera, penso que vai agora ao Conselho de Ministros, da deliberação para a terceira fase do hospital e penso que vamos conseguir concretizar a obra dentro daquilo que foi o prazo considerado. Se bem que tenha havido também um aumento dos custos da construção, mas vamos ser otimistas relativamente a isso», concluiu.