O presidente do Governo Regional falava durante uma visita que fez, hoje, ao local. Onde começou por explicar, aos jornalistas, que «o objetivo é continuar a acompanhar os trabalhos que estamos a desenvolver, em diversos locais da ilha, de limpeza do material inflamável que gera e faz propagar os incêndios».
«Temos um conjunto de intervenções nos diversos concelhos, em diversas áreas sensíveis. Esta é uma delas, porque há uns anos a estação da Meia Serra esteve em risco, devido à propagação do fogo nesta área», salientou.
Miguel Albuquerque destacou que está ali em curso uma intervenção, em 20 hectares, de limpeza das infestantes. Depois, anunciou, «será alargado o pastoreio controlado a esta zona, no sentido de preservá-la para o futuro».
O líder madeirense recordou ainda que aquela empreitada insere-se no contexto de «um concurso que foi lançado no valor de meio milhão de euros, para alargar e limpar cerca de 200 quilómetros de caminhos florestais, durante este ano e o próximo».
«Como vocês sabem, ainda agora estamos a intervir também no Curral dos Romeiros e em outras áreas. E vamos lançar agora um concurso, num montante de 400 mil euros, para recuperação a vedação e portes para algumas das áreas mais sensíveis do Caminho dos Pretos, de modo a estas poderem ser zona de pastoreio ordenado, no sentido de manter essas zonas limpas», anunciou também.
A propósito, sublinhou que «o que estava a acontecer é que nós, naquela área que estamos a intervir de cerca de 600 hectares, fazíamos a intervenção num ano e passado três anos voltávamos ao local e estavam novamente as infestantes a proliferar.»
Desta forma, o que a Região propõe é, nas áreas já limpas ou a limpar, ter, na medida do possível, «pastoreio ordenado e vedado, no sentido de garantir que a
Miguel Albuquerque disse ainda que sempre foi a favor do pastoreio ordenado, mas sempre foi contra o pastoreio desordenado. «Nada temos contra o pastoreio ordenado. Aliás, é ótimo por diversas razões», reforçou.
A intervenção em curso no Chão das Aboboreiras abrange a beneficiação e manutenção de uma extensão total de aproximadamente 7,5 quilómetros de caminhos florestais.
Complementarmente, está em curso a abertura e limpeza de uma área de aproximadamente 20 hectares nas imediações do Ovil das Aboboreiras.
Esta intervenção tem como foco principal a criação de uma zona tampão de prevenção de incêndios, concebida para quebrar a continuidade da massa vegetal numa área estratégica.
Após a conclusão dos trabalhos de abertura, o gado desempenhará um papel fundamental na manutenção futura do espaço: o pastoreio contínuo nas imediações do ovil permitirá controlar o crescimento do mato de forma natural e sustentável, mantendo a carga de combustível reduzida e assegurando a eficácia protetora desta barreira a longo prazo.